Glossário Ambiental

A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V W X Y Z

A

Abiótico -
é o componente não vivo do meio ambiente, se refere as condições físicas e químicas de um ecossistema.

ACARICIDA -
Qualquer substância letal a ácaros. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Aceiro -
prática utilizada por bombeiros e agricultores no combate e prevenção de incêndios florestais. Consiste numa faixa de terra aberta em volta da área que está sendo queimada ou que se quer proteger, mantida livre de vegetação, com capina ou poda, a qual impede a invasão do fogo.

ACIDEZ (SÓLIDOS OU LÍQUIDOS) -
Caracteriza-se pelo valor de PH (potencial de Hidrogênio) da água ou solo. O valor sete corresponde ao PH neutro. Abaixo disso, é ácida. Acima, é básica, ou alcalina. Na água, o PH muito ácido leva ao empobrecimento da vida. (Fonte: Rede AIPA)

ADITIVO -
Substância química adicionada a alimentos para dar melhor aparência, mudar espessura (espessante), gosto, prevenir a decomposição rápida, etc. A maioria dos aditivos é proveniente de materiais sintéticos. Aditivo antidetonante é uma substância adicionada à gasolina, para prevenir a detonação. (Fonte: "Guia de Ecologia")

Adubo Verde -
vegetal incorporado ao solo com a finalidade de adicionar matéria orgânica que vai se transformar, parcialmente, em húmus, bem como em nutrientes para a planta. Os adubos verdes podem consistir de ervas, gramíneas, leguminosas, etc.

ADUTORA -
Tubulação normalmente sem derivações que liga a captação ao tratamento da água, ou o tratamento à rede de distribuição. (Fonte: "Manual de Saneamento")

AERAÇÃO - Ato de colocar ar numa substância. Minhocas são úteis, pois arejam o solo. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Aeróbico - ser ou organismo que vive, cresce ou metaboliza apenas em presença do oxigênio.

AERÓBIO -
Organismo que necessita de oxigênio para sobreviver. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

AFLUENTE, OU TRIBUTÁRIO -
Qualquer curso d'água que deságua em outro maior, ou num lago, ou lagoa. (Fonte: Rede AIPA, "Dicionário de Ecologia")

AGÊNCIA DE ÁGUA -
Equivalente à Agência de Bacias, foi prevista na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97) como órgão criado na área de atuação de um ou mais Comitês de Bacia Hidrográfica, que exerce a secretaria-executiva deste/s Comitê/s. Deve cuidar da cobrança pelo uso da água, administrar os valores arrecadados, medir a disponibilidade de recursos hídricos, realizar pareceres sobre projetos de obras, elaborar o Plano de Recursos Hídricos do Comitê de Bacia e cadastrar os usuários. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

AGÊNCIA DE BACIAS -
Instituição criada por lei em diferentes países, para promover a gestão dos recursos hídricos na área de uma bacia hidrográfica. (ver também Agência de Água) (Fonte: Rede AIPA, "Dicionário de Ecologia")

AGROINDÚSTRIA -
Conjunto de setores industriais que fornecem insumos à agricultura (fertilizantes, agrotóxicos sementes, etc.) e aos que beneficiam, processam e/ou comercializam os produtos agrícolas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

AGROTÓXICO -
Qualquer produto químico de ação tóxica empregado na agricultura, por exemplo para matar insetos considerados pragas (inseticidas), ervas invasoras (herbicidas), fungos que geram doenças (fungicidas). Também chamados de defensivos agrícolas (sobretudo pela indústria química), pesticidas ou praguicidas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

ÁGUA -
Substância química composta por duas partes de hidrogênio e uma de oxigênio (H2O) que forma os rios, os lagos, o mar e também grande parte dos organismos. A água cobre 70% da superfície terrestre e dela depende a vida. Mais de 50% do corpo humano constitui-se de água. A água tem vários usos: mata a sede dos seres vivos, serve à agricultura e à indústria, é meio de transporte, recebe dejetos. Pela lei brasileira, estes usos dependem de outorga e da classe dos corpos d'água. (Fonte: : "Dicionário de Ecologia", Lei Federal 9433/97)

ÁGUA POLUÍDA -
Água que contém substâncias que a tornam imprópria para o consumo. (Fonte: Rede AIPA)

ÁGUA POTÁVEL -
Adequada ao consumo humano pelas qualidades químicas, físicas, biológicas, de odor e de sabor. Não deve conter germes patogênicos ou substâncias químicas além do limite de tolerância. No Brasil, a potabilidade é regida pela Portaria 56/77 do Ministério da Saúde. (Fonte: Rede AIPA)

ALCALINIDADE DA ÁGUA -
Qualidade da água em neutralizar compostos ácidos, em virtude da presença de bicarbonatos, hidróxidos, boratos, silicatos e fosfatos. Esgotos são alcalinos, por receberem materiais de uso doméstico com estas características. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

ALDEÍDOS -
Um dos vários hidrocarbonos, fluidos, incolores, voláteis e com cheiro sufocante. Podem causar sérios danos à saúde quando inalados pelos seres humanos. (Fonte: Rede AIPA)

ALIMENTO A PARTIR DO LIXO -
Em vez de levar ao aterro resíduos de feiras livres e mercados, experiências bem sucedidas, provam que os restos de hortaliças podem ser matéria prima para fazer sopões, ração, ou alimentar animais. Também restos de podas urbanas podem se transformar em lenha. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

ALTERNATIVO(A) -
Que não segue a forma tradicional. Energia alternativa é a produzida por tecnologias novas, como a energia solar, das ondas do mar e eólica (dos ventos). Medicina alternativa combate doenças por métodos não usados pela medicina alopata, usa a homeopatia, acupuntura, etc. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

ALUVIÃO -
Sedimentos (argila, cascalho, seixos, areia, ou outro material) levados por correntes de água e depositadas na terra. Solos de aluvião são depósitos de sedimentos no leito dos rios ou lagos. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

AMBIENTE ANTRÓPICO -
Do grego, anthropos - gente, homem. Ambiente Natural modificado pelo ser humano. Ambiente onde vive o ser humano. (Fonte: "Ecologia e Organização do Ambiente Antrópico")

AMBIENTE BIOLÓGICO -
Representado pela presença dos seres vivos, animais e vegetais. (Fonte: "Glossário Ambiental")

AMBIENTE FÍSICO -
Representado pelos fatores químicos e físicos, como o ar, água e solo. (Fonte: "Glossário Ambiental")

ANAERÓBIO -
oposto de aeróbio (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

ANILHAMENTO -
Colocação de pequenas cintas de plástico ou metal (anilhas) para marcar/ identificar animais. Usado para observar espécies animais como aves nativas. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

ANTÍDOTO -
Substância que neutraliza o efeito de substâncias venenosas, como os agrotóxicos. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Antrópico -
resultado das atividades humanas - sociais, econômicas e culturais - no meio ambiente. Ver também ambiente ou meio antrópico. (Fonte: "Glossário Ambiental").

AQUECIMENTO GLOBAL -
Aumento da temperatura média do Planeta, relacionado ao aumento do efeito estufa. A causa estaria nas emissões de gases lançados pelas atividades econômicas, sobretudo o monóxido e dióxido de carbono (principal vilão), óxidos de nitrogênio, metano, CFC. Entre as consequências mais graves, estariam o derretimento de calotas polares e a expansão das moléculas de água do oceano devido ao calor, o que causaria grandes inundações, afundando ilhas e cidades costeiras. Também mudaria o perfil da agricultura, com algumas regiões tornando-se imprestáveis para este fim. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992", "Glossário Ambiental")

AQUÍFERO -
Rocha ou solo poroso por onde a água é lentamente filtrada, proporcionando água subterrânea para fontes e poços. Camada aquífera fica entre dois terrenos impermeáveis nos poços artesianos. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

AR -
é uma mistura de gases. Voçê respira o ar que também é importante para as plantas e os animais. O Ar tem 78 porcento de nitrogênio e 21 porcento de oxigenio. O argônio, dióxido de carbono e outros gases completam o restante de 1 porcento do Ar.

ÁREA CRÍTICA DE POLUIÇÃO - Área considerada especial para programas de controle de poluição, tendo em vista processo de licenciamento para implantação, operação e ampliação de estabelecimentos industriais e a fragilidade do ambiente natural frente às mudanças que podem ocorrer. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Área de Proteção Ambiental (APA) -
categoria de unidade de conservação cujo objetivo é conservar a diversidade de ambientes, de espécies, de processos naturais e do patrimônio natural, visando a melhoria da qualidade de vida, através da manutenção das atividades sócio-econômicas da região. Esta proposta deve envolver, necessariamente, um trabalho de gestão integrada com participação do Poder Público e dos diversos setores da comunidade. Pública ou privada, é determinada por decreto federal, estadual ou municipal, para que nela seja discriminado o uso do solo e evitada a degradação dos ecossistemas sob ação humana. Respeitados os princípios constitucionais que regem o exercício do direito de propriedade, o poder executivo poderá criar APAs, estabelecendo normas que limitem ou proíbam a implantação ou o desenvolvimento de atividades que afetem as características ambientais dessas áreas, sua condições ecológicas ou ainda que ameacem extinguir as espécies da biota regional. Trata-se de uma forma de conservação que disciplina o uso e a ocupação do solo, através do zoneamento, procedimentos de controle e fiscalização, programas de educação e extensão ambiental, cujo encaminhamento se dá em articulação com os órgãos do poder executivo, com as universidades, os municípios envolvidos e as comunidades locais. A implantação das APAs federais é de competência do IBAMA, das estaduais compete à Secretaria do Meio Ambiente respectiva.

Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) -
é declarada por ato do Poder Público e tem como finalidade a proteção de uma área natural de grande valor ecológico, que possui características extraordinárias ou abriga exemplares raros da biota regional, regulamentando e disciplinando a utilização de seus recursos ambientais. Preferencialmente, com superfície inferior a cinco mil hectares.
Área Protegida - significa uma área definida geograficamente que é destinada, ou regulamentada, e administrada para alcançar objetivos específicos de conservação (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b).
Áreas de Preservação Permanente - pelo Art. 2º da lei 4771/65, consideram-se de preservação permanente as florestas e demais formas de vegetação natural situadas:
a) ao longo dos rios ou de qualquer curso d'água desde o seu nível mais alto em faixa marginal cuja largura mínima seja:
1) de 30 (trinta) metros para os cursos d'água de menos de 10 (dez) metros de largura;
2) de 50 (cinqüenta) metros para os cursos d'água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinqüenta) metros de largura;
3) de 100 (cem) metros para os cursos d'água que tenham de 50 (cinqüenta) a 200 (duzentos) metros de largura;
4) de 200 (duzentos) metros para os cursos d'água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura;
5) de 500 (quinhentos) metros para os cursos d'água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros; artificiais;
b) ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d'água naturais ou
c) nas nascentes, ainda que intermitentes e nos chamados olhos d'água, qualquer que seja a sua situação topográfica, num raio mínimo de 50 (cinqüenta) metros de largura;
d) no topo de morros, montes, montanhas e serras;
e) nas encostas ou partes destas, com declividade superior a 45°, equivalente a 100% na linha de maior declive;
f) nas restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;
g) nas bordas dos tabuleiros ou chapadas, a partir da linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;
h) em altitudes superiores a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação;
E pelo Art. 3º, consideram-se, ainda, de preservação permanente, quando assim declaradas por ato do Poder Público, as florestas e demais formas de vegetação natural destinadas:
a) a atenuar a erosão das terras;
b) a fixar as dunas;
c) a formar faixas de proteção ao longo de rodovias e ferrovias;
d) a auxiliar a defesa do território nacional, a critério das autoridades militares;
e) a proteger sítios de excepcional beleza ou de valor científico ou histórico;
f) a asilar exemplares da fauna ou flora ameaçados de extinção;
g) a manter o ambiente necessário à vida das populações silvícolas;
h) a assegurar condições de bem-estar público.

ÁREAS NATURAIS SOB PROTEÇÃO -
Áreas naturais protegidas por lei, visando a manutenção das qualidades naturais (por exemplo, uma espécie rara que só vive lá). No Brasil, essas áreas dividem-se nas seguintes Unidades de Conservação (UC), definidas por leis federais, estaduais ou municipais: Reserva Ecológica, Parque Nacional/ Estadual/Municipal, Monumento Natural, Refúgio de Vida Silvestre, Reserva de Recursos Naturais, Reserva de Fauna, Área de Proteção Ambiental, Floresta Nacional/ Estadual/ Municipal, Reserva Biológica, Estação Ecológica, Área de Relevante Interesse Ecológico. (Fonte: "Glossário Ambiental")

Áreas Naturais Tombadas -
São áreas ou monumentos naturais, cuja conservação é de interesse público, seja pelo seu valor histórico, ambiental, arqueológico, geológico, turístico ou paisagístico. Podem ser instituídas em terras públicas ou particulares e, uma vez inscritas no Livro do Tombo, essas áreas passam a ter restrições quanto ao uso, de modo a garantir a conservação de suas características originais.
Áreas sobre Proteção Especial - São áreas ou bens assim definidos pelas autoridades competentes, em terras de domínio público ou privado, cuja conservação é considerada prioritária para a manutenção da qualidade do meio ambiente, do equilíbrio e da preservação da biota nativa. Podem ser definidas por resolução da autoridade ambiental federal, estadual ou municipal. Essa mesma autoridade é responsável pela coordenação das ações necessárias à sua implantação e conservação. As ASPES se caracterizam como uma primeira medida de proteção de áreas ou bens que após estudos mais aprofundados podem ser incluídos em outras categorias de conservação mais restritivas.
Arrasto - atividade de pesca em que a rede é lançada e o barco permanece em movimento. É uma prática considerada predatória quando a malha das redes é pequena, fora dos padrões fixados pelo IBAMA, pois nestes casos há captura de peixes e outros organismos aquáticos jovens. Outro prejuízo causado pelo arrasto é o revolvimento do fundo do mar, o que prejudica sensivelmente o ambiente e a fauna bentônica (que vive no fundo).

Assoreamento -
processo em que lagos, rios, baías e estuários vão sendo aterrados pelos solos e outros sedimentos neles depositados pelas águas das enxurradas, ou por outros processos. "Entupimento" do corpo d'água, ou seja, fenômeno causado pela deposição de sedimentos minerais (como areia e argila) ou de materiais orgânicos. Com isso, diminui a profundidade do curso d'água e a força da correnteza. (Fontes: "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia", "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

Aterro Controlado -
aterro para lixo residencial urbano, onde os resíduos são depositados recebendo depois uma camada de terra por cima. Na impossibilidade de se proceder a reciclagem do lixo, pela compostagem acelerada ou pela compostagem a céu aberto, as normas sanitárias e ambientais recomendam a adoção de aterro sanitário e não do controlado.

Aterro Sanitário -
Local onde o lixo é disposto de forma organizada, segundo critérios sanitários e de engenharia. Deve estar longe de lençóis d'água e centros urbanos. O lixo é colocado em camadas, compactado e diariamente recoberto com terra. Há controle dos gases formados no processo natural de decomposição, que podem ser aproveitados, usando um sistema de drenagem de tubos, principalmente para o gás carbônico, o gás metano e o gás sulfídrico, pois, se isso não for feito o terreno fica sujeito a explosões e deslizamentos; e do chorume, através impermeabilização do solo para que o chorume não atinja os lençóis freáticos, contaminando as águas e um sistema de drenagem para chorume, que deve ser retirado do aterro sanitário e depositado em lagoa próxima que tenha essa finalidade específica, vedada ao público. Pode haver seleção prévia para retirar materiais recicláveis. Se bem administrado, após esgotado, o local pode servir a outros usos urbanos. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

ATIVIDADE POLUIDORA -
Atividade humana industrial ou agrícola, que potencialmente causa danos, degrada ou ameaça o meio ambiente. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

AUDIÊNCIA PÚBLICA -
Procedimento de consulta pública à sociedade civil, ou a grupos determinados potencialmente afetados por uma obra, para avaliação dos impactos ambientais, positivos ou negativos, antes, durante ou após a implantação. Pode ser realizada como parte do processo de análise de Estudo de Impacto Ambiental. Sua realização exige o cumprimento de requisitos previamente fixados em regulamento. (Fonte: "Dicionário de Ecologia", Vocabulário Básico de Meio Ambiente, FEEMA)

AUTÓCTONE -
Material ou organismo nativo, originário de um ambiente específico. (Fonte: "Glossário Ambiental")

AUTODEPURAÇÃO DA ÁGUA -
Processo natural de purificação da água, que reduz a poluição orgânica. Por exemplo, há espécies de plantas aquáticas que absorvem poluentes. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")
Autótrofos - seres vivos, como as plantas, que produzem seus próprios alimentos à custa de energia solar, do CO2 do ar e da água do solo, ou seja, capazes de sintetizar, transformam a matéria orgânica na energia que necessitam para sobreviver, ocorre com os vegetais verdes, através da fotossíntese. (Fonte: "Glossário Ambiental"). Palavra originada do grego autos = próprio + trophos = nutrir.

Aves Migratórias -
as aves pertencentes a determinadas espécies, cujos indivíduos, ou alguns deles, atravessam, em qualquer estação do ano, as fronteiras dos países da América. Algumas espécies das seguintes famílias podem ser citadas como exemplos de aves migratórias: Charadriidæ, Scolopacidæ, Caprimulgidæ e Hirundinidæ (Union Panamericana, 1940).

Avifauna -
conjunto das espécies de aves que vivem numa determinada região.

B


BACIA DE CAPTAÇÃO -
Mais de que o rio, lago ou reservatório de onde se retira a água para consumo, compreende também toda a região onde ocorre o escoamento e a captação dessas águas na natureza. (Fonte: Rede AIPA)

BACIA DE DRENAGEM -
área de captação que recolhe e drena toda a água da chuva e a conduz para um corpo d'água (por exemplo, um rio), que depois leva ao mar ou um lago. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Bacia Hidrográfica -
conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacias hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores d'água, cursos d'água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos. O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia.

BACIA HIDROGRÁFICA, OU BACIA FLUVIAL -
Conjunto de terras, rios e seus afluentes, que forma uma unidade territorial. Em alguns casos, usa-se como sinônimo a palavra vale. Por exemplo: Vale do Rio São Francisco ou Bacia do Rio São Francisco. (Fontes: Rede AIPA, "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

BACTÉRIAS -
Espécies vivas microscópicas, caracterizadas por uma estrutura celular sem núcleo definido, que existem no ar, água, animais e plantas. Há as que ajudam na decomposição de matéria orgânica. Certas bactérias, alojadas em intestinos de animais, auxiliam o processo digestivo. Outras podem gerar doenças, como a febre tifóide, tétano, pneumonia. Bactérias podem ser aeróbias (maioria) ou anaeróbias. (Fontes: "Dicionário de Ecologia" e "Glossário Ambiental")

BALNEABILIDADE -
Padrão de qualidade das águas, que indica se as pessoas podem se banhar sem risco para a saúde. No Brasil, ele é definido pela Resolução 20/86 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente, que divide as condições de balneabilidade em quatro categorias: excelente, muito boa, satisfatória e imprópria, onde os poluentes medidos são coliformes fecais e coliformes totais. (Fonte: Resolução 20/86 do CONAMA)

Banco de Germoplasma -
o mesmo que banco genético. Expressão genética para designar uma área de preservação biológica com grande variabilidade genética. Por extensão, qualquer área reservada para a multiplicação de plantas a partir de um banco de sementes ou de mudas, ou laboratório onde se conserva, por vários anos, sementes ou genes diferentes.

BANCO DE GERMOPLASMA OU BANCO GENÉTICO - expressão que pode indicar: 1- uma área nativa com grande variabilidade genética, 2- local reservado para a multiplicação de plantas a partir de sementes coletadas ou de mudas, ou 3- laboratório onde se conservam, por vários anos, sementes ou genes diferentes. (Fonte: "Glossário Ambiental")

BANHADO -
Termo derivado do espanhol bañado, usado principalmente no sul do Brasil para definir terras baixas periodicamente inundadas por rios. (Fonte: "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

BARRAGEM -
Construção para regular o curso de rios, usada para prevenir enchentes, aproveitar a força das águas como fonte de energia ou para fins turísticos. Sua construção pode trazer problemas ambientais, como no caso de grandes hidrelétricas, por submergir terras férteis, muitas vezes cobertas por importantes florestas, ou/e por desalojar populações que vivem na área. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

BATERIAS E PILHAS -
Compostos que produzem eletricidade por reação química, (contém metais pesados, cancerígenos). Num aterro sanitário, contaminam o solo e água subterrânea. Se incineradas, poluem o ar. Seguindo a tendência de países como a Alemanha, cujas leis obrigam o fabricante a recoletar e reprocessar baterias usadas, no Brasil o CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente votou a Resolução 257/99, estabelecendo limites máximos para 3 poluentes que elas contém: cádmio (0,015%), mercúrio (0,010%) e chumbo (0,200%). As que obedecerem estes limites poderão ir para a lata do lixo. Acima disso, terão de ser recebidas pelas indústrias para reciclagem. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga, Resolução 257/99 do CONAMA)

BENS COMUNS DA HUMANIDADE -
Sistemas naturais de interesse comum, cuja administração transcende jurisdições nacionais:
1 - Oceanos: cobrem 70% do Planeta, sendo ameaçados pela exploração exagerada dos recursos marinhos e poluição. A Convenção dos Oceanos regulamenta o uso de águas comuns e estabelece zonas exclusivas de comércio.
2- Espaço Cósmico: entre as ameaças, estão o lançamento de satélites com resíduos no espaço e de armas espaciais. A Convenção do Espaço Cósmico de 1967 e a instalação do Comitê da ONU para seu uso pacífico visam defender esse patrimônio da Humanidade.
3- Antártida: o Tratado Antártico, de 1959, garante o uso do continente para fins pacíficos, investigações científicas e cooperação internacional, proibindo o despejo de resíduos radiativos e testes nucleares. Mas há pressão para explorar reservas minerais e até a presença de pesquisadores gera dejetos. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")
Bentos - conjunto de seres vivos que vivem restritos ao fundo de rios, lagos, ou oceanos.

BEQUEREL -
Unidade de medida de radiação, que substituiu a Medida Curie. É a quantia de radiotividade onde um núcleo deteriora por segundo. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Bhopal -
cidade central da Índia onde ocorreu um dos maiores acidentes ambientais gerados por vazamento químico. Em 1984, numa fábrica de agrotóxicos da empresa Union Carbide, vazaram 42 toneladas do gás letal metil-isocianato, matando 3.700 pessoas e expondo outras 200.000. A empresa foi condenada a pagar, em 1991, US$ 4.370 milhões como indenização. (Fonte: "Dicionário de Ecologia"). Ainda hoje continuam morrendo pessoas que foram atingidas pelo pesticida.

BIOACUMULAÇÃO OU BIOCONCENTRAÇÃO -
Acumulação progressivamente mais concentrada (ou biomagnificação) de uma substância em cada etapa da cadeia alimentar, podendo ameaçar a saúde dos organismos animais e vegetais, inclusive o Homem. Também se refere à capacidade de substâncias químicas persistentes (como o mercúrio, cádmio, chumbo e elementos que compõem agrotóxicos organoclorados) de se acumularem ao longo do tempo em organismos vivos em concentrações maiores que as da água ou alimento consumido. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
BIOCENOSE - Conjunto de animais e vegetais que se condicionam mutuamente e se mantém num estado de equilíbrio, sem transformações fundamentais do sistema no decorrer do tempo. O ecossistema é o conjunto geral (matéria viva e elementos químicos e físicos), enquanto a biocenose é a relação do equilíbrio entre os componentes vivos deste ecossistema. (Fontes: "Dicionário de Ecologia" e "Glossário Ambiental")
Biocenose - conjunto equilibrado de animais e de plantas de uma comunidade.
BIOCIDA - Qualquer produto com ação letal sobre plantas ou animais. Seu efeito pode ser intencional, quando usado contra pragas, ervas, fungos, etc.; ou não intencional, quando atinge o homem, outros animais ou plantas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
BIODEGRADÁVEL - Diz-se da substância que se decompõe facilmente reintegrando-se à natureza. Dejetos humanos são biodegradáveis, pois sofrem este processo natural de reintegração. Muitos produtos industriais não o são, como os plásticos. Indústrias vêm trabalhando para desenvolver produtos biodegradáveis, por exemplo um tipo de plástico biodegradável. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Glossário Ambiental")

BIODIGESTORES -
Processo de decomposição do lixo orgânico por microorganismos, transformando-o em produtos combustíveis, como gás metano. Um dos problemas é a falta de uniformidade do gás produzido. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)


BIODIVERSIDADE -
Diversidade de espécies vivas: animais vertebrados e invertebrados, plantas, fungos, algas e microorganismos. Estão incluídas a diversidade dentro de uma mesma espécie, a diversidade entre espécies diferentes, e a dos ecossistemas." Estes três níveis são conhecidos por: diversidade genética, diversidade de organismos, e diversidade ecológica (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b). V. Diversidade biológica. Por estimativas conservadoras, haveria de 5 a 10 milhões de espécies no mundo; outras fontes indicam 30 milhões. Mas só uma pequena parte foi descrita pela Ciência. Muitas espécies são condenadas à extinção, devido à destruição dos habitats, antes mesmo de serem conhecidas pela Ciência. (Fontes: "Glossário Ambiental", "Agenda Ecológica Gaia 1992")

BIOÉTICA -
Ramo da Ciência que discute ética da manipulação genética.

Biogás -
mistura de gases cuja composição depende da forma como foi obtida. De modo geral sua composição é variável e é expressa em função dos componentes que aparecem em maior proporção. Assim o biogás pode conter 50 a 70% de metano (CH4), 50 a 30% de gás carbônico e traços de gás sulfídrico (H2 S). Pode ser obtido partindo-se de diversos tipos de materiais, tais como resíduos de materiais agrícolas, lixo, vinhaça, casca de arroz, esgoto, etc. Nos digestores, pelo processo da fermentação anaeróbica (digestão) através de uma sequência de reações que termina com a produção de gases como o metano e o carbônico.

Bioma -
amplo conjunto de ecossistemas terrestres caracterizados por tipos fisionômicos semelhantes de vegetação, com diferentes tipos climáticos. É o conjunto de condições ecológicas de ordem climática e características de vegetação: o grande ecossistema com fauna, flora e clima próprios. Um bioma pode conter vários ecossistemas, como é o caso da Amazônia, que contém diferentes tipos de florestas e até campos, em Roraima.Os principais biomas mundiais são: tundra, taiga, floresta temperada caducifólia, floresta tropical chuvosa, savana, oceano e água doce.

BIOMASSA -
Bio = vida; massa = matéria. Termo científico que designa a estimativa do peso total do conjunto de organismos vivos de uma área, ou de um determinado nível da cadeia alimentar. Mede-se o peso vivo, ou a matéria seca. A biomassa pode gerar energia por fermentação, como ocorre com biodigestores. Ou então, por combustão, como é o caso da madeira. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Glossário Ambiental"). Quantidade de matéria orgânica presente num dado momento numa determinada área, e que pode ser expressa em peso, volume, área ou número.

BIOSFERA -
é uma película de terra firme, água, energia e ar que envolve o planeta Terra. É o habitat viável de todas as espécies de seres vivos. Um sistema único formado pelo conjunto das camadas da esfera terrestre onde há vida: Litosfera: a "crosta" de terra do Planeta, Hidrosfera: parte líquida, isto é, a água, mares, rios, lagos etc. e Atmosfera (troposfera),: camada de ar que envolve a Terra. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992") É o conjunto de todos os ecossistemas do planeta.

Biota -
conjunto de seres vivos que habitam um determinado ambiente ecológico, em estreita correspondência com as características físicas, químicas e biológicas deste ambiente.

Biotecnologia -
significa qualquer aplicação tecnológica que utilize sistemas biológicos, organismos vivos, ou seus derivados, para fabricar ou modificar produtos ou processos para utilização específica (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b).

BIOTECNOLOGIA E ENGENHARIA GENÉTICA -
Novos campos da ciência onde novas formas de vida são criadas pelos seres humanos. A base é a recombinação de genes, isto é, unidades hereditárias dos seres concentradas nos núcleos das células. Com aplicação em áreas como a agropecuária e a medicina. Geram polêmica em torno do poder que o Homem adquire de criar novas formas de vida e dominar, pela manipulação genética. Ver também bioética. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia")

Biótico -
é o componente vivo do meio ambiente. Inclui a fauna, flora, vírus, bactérias, etc. Seres vivos que fazem parte de um ecossistema. (Fonte: "Glossário Ambiental")

Biótipo -
Grupo de indivíduos geneticamente iguais, dentro de uma dada espécie animal ou vegetal. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Glossário Ambiental")

Buraco da Camada de Ozônio -
abertura resultante da redução da camada de ozônio na estratosfera, constatada entre setembro e novembro de 1989 na Antártida e que tem sido motivo de alarme. Essa camada é essencial à preservação da vida do planeta, porque filtra os raios ultravioleta do sol, mortíferos às células. Observações recentes mostram que o buraco tem se estendido até o extremo sul da América do Sul e à Nova Zelândia.

BURACO NA CAMADA DE OZÔNIO -
Redução na camada de ozônio existente na estratosfera. Essa camada é essencial para a vida no Planeta, pois filtra parte dos raios ultravioleta solares, mortíferos para as células. Entre 1965 e 1985, cientistas mediram uma redução de até 50% em áreas da camada sobre a Antártida, o que ganhou o apelido de "buraco na camada de ozônio". Os principais destruidores do ozônio são o CFC (clorofluorcarbono) e halons. Em 1987, o Protocolo de Montreal deu prazo para reduzir a produção dos CFC. Em 1990, o Protocolo de Londres, previu o banimento estes gases nos países desenvolvidos até o ano 2000. (Fonte: "Glossário Ambiental", "Agenda Ecológica Gaia 1992")

C

Caatinga -
vegetação típica de deserto, ocupa 10% do território brasileiro (norte e nordeste). Apresenta uma formação definida por arvores baixas e espinhosas, cactus, com baixo índice de pluviosidade e altas temperaturas.

CABECEIRA OU NASCENTE -
Local onde nasce o rio, ou curso d'água. Nem sempre é um ponto bem definido, constituindo às vezes toda uma área. Isso se nota, por exemplo, na dificuldade em determinar onde nasce o rio principal, como é o caso da definição das cabeceiras do Rio Amazonas. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

CADEIA ALIMENTAR OU CADEIA TRÓFICA -
é a transferência da energia alimentar que existe no ambiente natural, numa seqüência na qual alguns organismos consomem e outros são consumidores. Essas cadeias são responsáveis pelo equilíbrio natural das comunidades e o seu rompimento traz o desequilíbrio natural das comunidades e pode trazer conseqüências drásticas, como é o caso quando da eliminação de predadores de insetos. Estes podem proliferar rapidamente e transformar-se em pragas nocivas à economia humana. A cadeia alimentar é formada por diferentes níveis tróficos (trophe = nutrição). A energia necessária ao funcionamento dos ecossistemas é proveniente do sol e é captada pelos organismos clorofilados (autótrofos), que por produzirem alimento são chamados produtores (1º nível trófico). Estes servem de alimento aos consumidores primários (2º nível trófico ou herbívoros), que servem de alimento aos consumidores secundários (3º nível trófico) que servem de alimento aos consumidores terciários (4º nível trófico) e assim sucessivamente Todos os organismos ao morrerem, sofrem a ação dos saprófagos (sapros = morto, em decomposição; phagos = devorador), que constituem o nível trófico dos decompositores, que decompõem a matéria orgânica, formando por exemplo fertilizante que alimenta as plantas. Exemplo: capim (produtor) - gafanhoto (consumidor primário) -ave (come o gafanhoto - consumidor secundário) - fungos e bactérias (decompõem a ave morta - decompositores).

CALHA -
Vales ou sulcos por onde correm as águas de um rio. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Camada de Ozônio -
camada de gás o3, situada a 30 ou 40 km de altura, atua como um verdadeiro escudo de proteção, filtrando os raios ultravioleta emitidos pelo sol. Gases nitrogenados emitidos por aviões e automóveis, assim como o CFC (clorofluorcarbono) têm efeito destrutivo sobre a camada de ozônio. O preço desta destruição é o aumento da radiação ultravioleta, o que provoca uma maior taxa de mutações nos seres vivos, acarretando, por exemplo, maior incidência de câncer no homem. Além disso é muito provável a ocorrência de distúrbios na formação de proteínas vegetais, com comprometimento do crescimento das plantas e a redução das safras agrícolas. Admite-se que o clima sofra transformações, principalmente com o aquecimento da superfície do planeta.

Campo -
formação com apenas um andar de cobertura vegetal, constituída principalmente de leguminosas, gramíneas e ciperáceas de pequeno porte, inexistindo praticamente, formas arbustivas.

Canibalismo -
variante do predatismo, em que o indivíduo mata e come o outro da mesma espécie.

CAPITAL NATURAL -
Conceito que altera teorias econômicas tradicionais, onde a natureza era considerada dádiva infindável. Por exemplo: uma floresta nativa derrubada para venda da madeira era contabilizada como renda no cálculo do PIB - Produto Interno Bruto, sem levar em conta a depreciação do meio ambiente, ou o custo da recomposição, como se faz em relação às máquinas. Para formar o tripé - capital natural, capital e trabalho - inclusive em avaliações custo/benefício - a dificuldade é: como calcular a depreciação? Ou seja, no exemplo acima: como dar um preço à destruição/reconstituição do ecossistema, causada pela derrubada de árvores? (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia")

CAPTAÇÃO DA ÁGUA -
Conjunto de estruturas montadas para retirar água dos mananciais, para abastecimento público ou outros fins. (Fonte: Rede AIPA)

CARBAMATO -
Grupo químico dos agrotóxicos compostos por ésteres do ácido mencarbâmico ou dimenicarbamico. Classifica-se sua toxicidade aguda como intermediária entre os inseticidas fosforados e os clorados. Carbamatos degradam mais rapidamente no ambiente, não se acumulando em tecido gorduroso. Mas vários carbamatos foram proibidos em alguns países, por terem efeitos cancerígenos. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Carcinogênicos -
substâncias químicas que causam câncer ou que promovem o crescimento de tumores iniciados anteriormente por outras substâncias. Há casos em que o câncer aparece nos filhos de mães expostas a estas substâncias. Algumas substâncias são carcinogênicas a baixos níveis, como a dioxina, e outras reagem com mais vigor. A maioria das substâncias carcinogênicas é também mutagênica e teratogênica..

CARGA POLUIDORA -
Quando se fala de recursos hídricos, é a quantidade de poluentes que atingem os corpos d'água, prejudicando seu uso. Medida em DBO e DBQ. (Fonte: Rede AIPA)

CARGA POLUIDORA ADMISSÍVEL -
Assim classificada quando a quantia de poluentes está nos limites previstos para não afetar as condições ambientais e a saúde humana. (Fontes: Rede AIPA, "Dicionário de Ecologia")

Cerradão ou Capoeirão -
formação vegetal constituída de 3 andares; o primeiro apresenta espécimes rasteiras ou de pequeno porte; o segundo apresenta arbustos e pequenas formas arbóreas, constituindo o sub-bosque; e o terceiro apresenta formas arbóreas de 5 a 20 metros de altura, com predominância de madeiras duras.

Cerrado ou Capoeira -
formação vegetal constituída de dois andares, o primeiro de vegetação rasteira e o segundo de arbustos e formas arbóreas que raramente ultrapassam 6 metros de altura. Há o domínio de formas arbustivas. As espécies vegetais mais comuns no cerrado são o faveiro, a copaíba, o angico preto, o barbatimão e a lixeira. O cerrado é riquíssimo em espécies animais devido ao seu grande número de nichos ecológicos. Abriga algumas espécies ameaçadas de extinção como o tamanduá-bandeira, o tatu- canastra, o tatu-bola, o veado campeiro, o lobo-guará, a onça pintada, a ema e a perdiz. As áreas de cerrado são alvo constante de expansão agrícola pela facilidade de mecanização do terreno. Além disso, apresentam características que as tornam muito suscetíveis ao fogo.

Césio 137 -
trata-se de um elemento químico que se caracteriza como um pó azul brilhante, altamente radiativo, que provoca queimaduras, vômitos e diarréia até a morte. Cientificamente, o césio 137 é um radioisótopo usado no tratamento do câncer e em processos industriais como fonte de calibração de instrumentos e de medição de radiatividade. O organismo humano necessita de 110 dias para eliminá-lo. Atualmente é substituído pelo cobalto. O césio 137 tornou-se famoso no Brasil a partir do ocorrido em Goiânia/ GO, em setembro de 1987: um homem acha um cilindro de ferro e chumbo e o vende a um ferro velho, onde é quebrado. Dentro está uma cápsula de césio, a qual é imediatamente liberada. Em decorrência, 22 pessoas morrem e mais uma centena fica aleijada. O lixo altamente tóxico desse acidente foi colocado em barris lacrados a céu aberto no estado de Goiás.

CFC OU CLOROFLUORCARBONO -
Família de gases inventados pelo Homem, não inflamáveis e de baixa toxicidade, usados por décadas como propelentes de aerossóis, para fabricar espumas, limpar de equipamentos de precisão e em motores de aparelhos de refrigeração. Nos anos 70, descobriu-se que CFC é o grandes vilão do buraco da Camada de Ozônio. Num processo, cujo principal marco é o Protocolo de Montreal, o uso do CFC vem sendo eliminado. A indústria vem desenvolvendo produtos alternativos. Entre estes, estão os HCFC, também prejudiciais à Camada de Ozônio, mas em grau menor. (Fonte: "Glossário Ambiental", "Agenda Ecológica Gaia 1992")

CHORUME -
Líquido venenoso que se forma na decomposição do lixo, particularmente quando dispostos no solo, como por exemplo, nos aterros sanitários. Resulta principalmente de água de chuva que se infiltra e da decomposição biológica da parte orgânica dos resíduos sólidos. É altamente poluidor. podendo contaminar o ambiente, se não houver cuidados especiais. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

CHUVA ÁCIDA -
precipitação de água sob a forma de chuva, neve ou vapor, contaminada por poluentes atmosféricos, como os óxidos sulfúricos (de enxofre) e nítricos (de nitrogênio), proveniente, principalmente, da queima de carvão e derivados de petróleo ou de gases de núcleos industriais poluidores, emitidos por exemplo pelas chaminés das indústrias e escapamentos de automóveis. As gotas contaminadas (PH mais baixo) penetram no solo, envenenando-o, o que causa a morte de florestas, podem causar desequilíbrio ambiental quando penetram nos lagos, rios e florestas e são capazes de destruir a vida aquática.. Também contaminam rios, lagos e corroem elementos como mármore, ameaçando patrimônios artísticos e arquitetônicos. A chuva ácida pode cair longe das fontes de poluição, já que o vento carrega os poluentes atmosféricos. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992", "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

CICLO HIDROLÓGICO OU CICLO DAS ÁGUAS -
Contínuo movimento da água em nosso Planeta. Começa com a evaporação, depois há a condensação do vapor e a chuva cai no solo. Uma parte infiltra-se no solo, formando os lençóis subterrâneos; outra parte corre superficialmente (escoamento), formando riachos, rios e lagos; e uma parte evapora, para constituir um novo ciclo. (Fonte: "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

Ciclo Vital -
compreende o nascimento, o crescimento, a maturidade, a velhice e a morte dos organismos.

CICLOS BIOGEOQUÍMICOS -
Circulação na natureza de substâncias essenciais à renovação, manutenção e reprodução dos organismos vivos. Os principais ciclos são os do Carbono (pelo qual átomos de carbono se incorporam em compostos orgânicos através da fotossíntese), do Nitrogênio (absorvido na forma de nitratos por plantas comidas por animais, produzindo excrementos contendo nitrato, que volta ao solo), da Água (evaporação, à chuva, e assim por diante), do Oxigênio, do Enxofre e do Fósforo. (Fontes: "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

CLASSES DE ÁGUA -
Classificação da qualidade da água dos rios, mares e outros corpos d'água. No Brasil, a Resolução 20/86, do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente, define cinco classes para as águas doces, e determina que tipo de uso pode se fazer da água, em cada caso (de consumo humano à navegação). No caso de águas salobras (com 0,5 a 30% de salinidade) e salinas (salinidade acima de 30% de salinidade) a Resolução estabelece duas classes para cada uma. (Fonte: Resolução 20/86 do CONAMA)

Clímax -
complexo de formações vegetais mais ou menos estáveis durante longo tempo, em condições de evolução natural. Diz-se que está em equilíbrio quando as alterações que apresenta não implicam em rupturas importantes no esquema de distribuição de energia e materiais entre seus componentes vivos. Pode ser também a última comunidade biológica em que termina a sucessão ecológica, isto é, a comunidade estável, que não sofre mais mudanças direcionais.

Clorofila -
pigmento existente nos vegetais, de estrutura química semelhante à hemoglobina do sangue dos mamíferos, solúvel em solventes orgânicos. Capta a energia solar para realização da fotossíntese.

Cobertura Morta -
camada natural de resíduos de plantas espalhadas sobre a superfície do solo, para reter a umidade, protegê-lo da insolação e do impacto das chuvas.

COBRANÇA PELO USO DA ÁGUA -
Prevista na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97), parte do princípio de que a água é um bem econômico e seu uso deve ser racionalizado. Pode haver a cobrança de todos usos sujeitos à outorga, como captação de água, lançamento de esgotos, ou produção de energia. Pela lei, os valores arrecadados devem ser aplicados prioritariamente em obras, estudos e programas na própria área da bacia hidrográfica onde se fez a cobrança. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

Código Florestal -
código instituído pela Lei nº 4.771, de 15 de setembro de 1965 em cujo artigo 1º está previsto que as florestas existentes no território nacional e as demais formas de vegetação, reconhecidas de utilidade às terras que revestem, são bens de interesse comum a todos os habitantes do país.

COLETA SELETIVA DE RESÍDUOS OU LIXO -
Separação de vidros, plásticos, metais e papéis pela população para reutilização, ou reciclagem. Sem ela, este processo pode ser impossibilitado. Por exemplo, não dá para reciclar papel que foi misturado a material tóxico. Na coleta seletiva em locais públicos, é usual identificar latões com cores padronizadas: azul para papel, amarelo para metal, verde para vidros, vermelho para plásticos, branco para lixo orgânico. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

COLIFORMES -
Bactérias ou seres unicelulares similares à Esterichia colli, presentes em expressivas quantidades nas fezes humanas e de outros animais. A presença de coliformes na água é sinal de contaminação fecal, podendo causar moléstias, como doenças de pele e hepatite. (Fontes: "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

COMISSÃO BRUNDTLAND OU COMISSÃO DE MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO DA ONU -
"World Comission on Environment and Development", criada pelo Programa de Meio Ambiente da ONU, atuou entre 1983 e 1987. Presidida por Gro Brundtland, que foi primeira-ministra da Noruega e presidiu a Conferência de Meio Ambiente Humano em 1972. Produziu o relatório "Nosso Futuro Comum", diagnóstico da situação ambiental mundial sob a ótica do desenvolvimento sustentável que inspirou a realização da Rio-92. (Fonte: "Glossário Ambiental")

COMITÊS DE BACIA HIDROGRÁFICA -
Previstos na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97), são fóruns deliberativos formados na região de uma bacia hidrográfica; sub-bacia, ou grupo de bacias hidrográficas contíguas. Na sua área de atuação, devem elaborar e acompanhar o Plano de Recursos Hídricos, estabelecem valores para a cobrança da água e arbitram, em primeira instância, os conflitos relacionados aos recursos hídricos. Seus membros representam três setores presentes na área geográfica abrangida pelo comitê: 1- governo (União, Estados ou Distrito Federal e Municípios); 2- usuários das águas; 3- organizações civis de recursos hídricos. Se a bacia abranger terras indígenas, as comunidades e a FUNAI - Fundação Nacional do Índio, também participam. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

COMPOSTAGEM -
Processo de transformação de materiais orgânicos (lixo "úmido"), como restos de alimentos, em um fertilizante denominado composto, que tem a vantagem de melhorar a propriedades de retenção da umidade do solo. As usinas de compostagem nos centros urbanos realizam também a separação de lixo seco, encaminhando para a reciclagem. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga, "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

Compostagem -
técnica de produção do composto elaborado pela mistura fermentada de restos de seres vivos, muita rica em húmus e microorganismos, que serve para, uma vez aplicada ao solo, melhorar a sua fertilidade.

Comunidade -
o conjunto de diferentes espécies de plantas e animais que se inter-relacionam e ocupam um mesmo espaço.

CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS -
Previsto na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97) é o órgão máximo da Política Nacional de Recursos Hídricos. Entre outros, deve atuar no planejamento do setor a nível nacional, estadual, regional; arbitrar em última instância conflitos relacionados ao uso de recursos hídricos; deliberar sobre projetos de aproveitamento da água quando a questão extrapola o âmbito dos Estados; estabelecer critérios para a outorga de direitos e cobrança do uso da água. Seus membros são representantes de 1- Ministérios e Secretarias da Presidência da República com atuação no setor; 2- Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos; 3- usuários e organizações civis de recursos hídricos. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

CONSERVAÇÃO AMBIENTAL -
Do latim, cum - junto; servare - guardar, manter. Manejo dos recursos do ambiente, ar, água, solo, minerais e espécies vivas, incluindo o Homem, de modo a conseguir a mais alta qualidade de vida humana com o menor impacto ambiental possível. Ou seja, busca compatibilizar os elementos e formas de ação sobre a natureza, garantindo a sobrevivência e qualidade de vida de forma sustentável. (Fonte: "Glossário Ambiental", "Ecologia e Organização do Ambiente Antrópico")

Conservação da Natureza -
uso ecológico dos recursos naturais, com o fim de assegurar uma produção contínua dos recursos renováveis e impedir o esbanjamento dos recursos não renováveis, para manter o volume e a qualidade em níveis adequados, de modo a atender às necessidades de toda a população e das gerações futuras.

Conservação de ecossistemas -
a conservação dos ecossistemas, bem como de sua diversidade biológica, são a única forma de garantir produção sustentável de recursos e de serviços, uma vez que a simplificação dos sistemas empobrece e reduz as possibilidades de desenvolvimento social e econômico (Courrier, 1992). Em termos de estrutura, o manguezal é considerado o mais complexo dos ecossistemas marinhos.

Conservação do solo -
conjunto de métodos de manejo do solo que, em função de sua capacidade de uso, estabelece a utilização adequado do solo, a recuperação de suas áreas degradadas e mesmo a sua preservação.

CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL -
Associação que reúne prefeituras municipais para busca da solução de determinados problemas ou realização de obras conjuntas em setores como o caso do saneamento básico. (Fonte: Rede AIPA)

CONSUMIDOR VERDE -
Aquele que relaciona ao ato de comprar ou usar produtos com a possibilidade de - através disso - colaborar com a preservação ambiental. O consumidor verde sabe que, recusando-se a comprar determinados produtos, pode desestimular a produção daquilo que agride o meio ambiente. Por isso, evita produtos que:
1- representem um risco à sua saúde ou de outros;
2- prejudique o ambiente durante a produção, uso ou despejo final;
3- consuma muita energia;
4- apresente excesso de embalagens ou seja descartável;
5- contenha ingredientes procedentes de habitats ou espécies ameaçados;
6- no processo de produção tenha usado indevida ou cruelmente animais;
7- afete negativamente outros povos, ou outros países. (Fonte: "Guia del Consumidor Verde")
CONTROLE (OU MANEJO) INTEGRADO DE PRAGAS - uma abordagem multidisciplinar do manejo de populações de abordagens pragas, que usa uma variedade de técnicas de controle de maneira compatível com o conhecimento ecológico das pragas; propicia o máximo proveito de fatores de morbidade naturais, complementado em alguns casos pelo uso de agrotóxicos químicos artificiais. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
CONTROLE BIOLÓGICO - Utilização de inimigos naturais para combater organismos prejudiciais às culturas agrícolas. Um exemplo: o controle de pernilongos pela criação de peixes que ingerem larvas. (Fonte: "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

COOPERATIVA DE CATADORES -
Organização de catadores na forma de cooperativas incentivadas por algumas ONGs e prefeituras, para facilitar o comercio de materiais recicláveis, conseguindo melhores preços, entre outras vantagens Catadores de lixo são trabalhadores informais que coletam grande quantidade de materiais recicláveis nos centros urbanos e os revendem a intermediários. (Fonte: CEMPRE)

CORPO D'ÁGUA -
Rio, lago, ou reservatório. (Fonte: Rede AIPA)

CÓRREGO -
Pequeno riacho, ou afluente de um rio maior. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

D

Dano Ambiental -
qualquer alteração provocada por intervenção antrópica.

DBO, OU DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO -
Quantia de oxigênio necessária para o processo de oxidação da matéria orgânica da água. Quanto maior a DBO, maior o grau de poluição da água. (Fonte: "Dicionário de Ecologia").

DDT -
iniciais do nome químico "dicloro-difenil-tricloroetano", inseticida orgânico de síntese, empregado em forma de pó, em fervura ou em aerossol, contra insetos. O DDT se bioacumula na cadeia alimentar, sendo considerado uma substância potencialmente cancerígena.

Decompositores -
organismos que transformam a matéria orgânica morta em matéria inorgânica simples, passível de ser reutilizada pelo mundo vivo. Compreendem a maioria dos fungos e das bactérias. O mesmo que saprófitas.

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL -
Deterioração das condições do meio ambiente, que gera o desequilíbrio ecológico. (Fonte: "Glossário Ambiental")
Desenvolvimento Sustentável - modelo de desenvolvimento que leva em consideração, além dos fatores econômicos, aqueles de caráter social e ecológico, assim como as disponibilidades dos recursos vivos e inanimados, as vantagens e os inconvenientes, a curto, médio e longo prazos, de outros tipos de ação. Tese defendida a partir do teórico indiano Anil Agarwal, pela qual não pode haver desenvolvimento que não seja harmônico com o meio ambiente. Assim, o desenvolvimento sustentável que no Brasil tem sido defendido mais intensamente, é um tipo de desenvolvimento que satisfaz as necessidades econômicas do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras.

Desertificação -
opõe-se à biologização, indicando redução de processos vitais nos ambientes. Tem sido usado para especificar a expansão de áreas desérticas em países de clima quente e seco. Há fortes evidências de que resultam, em muitos casos, das formas antibiologizantes desenvolvidas pelas atividades humanas. Implica portanto, na redução das condições agrícolas do planeta. Milhares de hectares de terras produtivas são transformadas em zonas irrecuperáveis anualmente no mundo. Para tanto, contribuem o desmatamento, o uso de tecnologias agropecuárias inadequadas e as queimadas.

DESERTIFICAÇÃO -
Transformação de terras cultiváveis em desertos, muitas vezes devido a atividades humanas que geram erosão e degradam o solo. No começo dos anos 90, segundo a ONU - Organização das Nações Unidas, a desertificação totalizava 3,5 bilhões de hectares no mundo, território equivalente à soma da América do Norte e do Sul, afetando 135 milhões de pessoas. Na África, em meados dos anos 80, dez milhões de habitantes abandonaram seus territórios por causa da expansão dos desertos. Ver também deserto. (Fonte: "Glossário Ambiental", "Agenda Ecológica Gaia 1992")

DESERTO -
Área com muita pouca chuva (menos de 25 centímetros por ano), solo árido, quase ou nenhuma vegetação. Cerca de 30% de toda a superfície terrestre são formados por desertos, ou estão em processo de desertificação. O esforço de conter esta desertificação é muito caro e não necessariamente bem sucedido. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

DESFOLHANTE -
Preparado químico que causa a queda das folhas das plantas. Usada na agricultura em plantios intensivos de algodão, soja ou tomate, usualmente para facilitar a colheita. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

DESMATAMENTO -
Também chamado desflorestamento, é a prática de corte, capina ou queimada que leva à retirada da cobertura vegetal existente em determinada área em geral para fins de pecuária, agricultura ou expansão urbana. (Fonte: "Glossário Ambiental")

DESPERDÍCIO DE ÁGUA -
Água perdida, pelo mau uso. Isto ocorre quando há perda de água nos encanamentos que levam-na para as residências das pessoas, pelo consumo à toa por parte dos consumidores. Na agricultura, quando se exagera no uso da água, ao irrigar. (Fonte: Rede AIPA)

DIOXINAS -
Conjunto de substâncias químicas formadas como subproduto de processos industriais em que ocorrem reações químicas envolvendo o cloro, como é o caso da fabricação de PVC, agrotóxicos, papel ou tecidos alvejados. Compõem-se de moléculas formadas por cloro, oxigênio, carbono e hidrogênio, havendo mais de 200 variedades, 17 das quais, consideradas extremamente tóxicas. Assimilada com facilidade pelos seres vivos, uma vez absorvida, dificilmente é eliminada. Segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde, o índice aceitável de ingestão de dioxina é de 4 picogramas (trilionésima parte do grama) por quilo de peso corporal. A intoxicação por dioxina pode levar, entre outros, a diversos tipos de câncer, como de fígado, rins, pulmão e leucemia. (Fonte: Revista Época)

Diversidade -
(1) medida que considera tanto a riqueza em espécies como o grau de igualdade em sua representação quantitativa; (2) riqueza em espécies: número absoluto de espécies numa amostra, coleção, ou comunidade (ACIESP, 1997).

Diversidade biológica -
(1) significa a variabilidade de organismos vivos de todas as origens e os complexos ecológicos de que fazem parte: compreendendo ainda a diversidade dentro de espécies, entre espécies e de ecossistemas (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b); (2) pode também ser entendida como sendo o número de genes, espécies ou de ecossistemas de uma região. A vida sobre a Terra é o produto de centenas de milhões de anos de história evolutiva. V. Biodiversidade.

DIVISOR DE ÁGUAS -
Linha que separa a direção para onde correm as águas pluviais, ou bacias de drenagem. Um exemplo de divisor de água é a montanha. (Fonte: Rede AIPA)

DOSE DIÁRIA ACEITÁVEL OU INGESTÃO DIÁRIA ACEITÁVEL (DDA ou IDA) -
Representa a quantia máxima de um produto que, ingerida diariamente durante toda a vida, não ofereceria risco apreciável saúde, à luz dos conhecimentos atuais. A DDA é expressa pela dose em miligramas de substância tóxica por quilograma de peso vivo da pessoa que a consome (mg/kg). (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

DOSE LETAL 50 (DL50) -
Uma forma de expressar o grau de toxicidade aguda de um produto. Indica a quantidade de ingrediente ativo de uma substância tóxica (como agrotóxico) necessária para matar 50% de animais testados. Expressa-se em miligramas por quilograma (mg/kg) de peso do corpo do animal intoxicado. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

DRENAGEM -
Escoamento ou remoção de água superficial ou subterrânea de uma área. Pode ser feita por bombeamento ou gravidade. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

E

Ecodesenvolvimento -
visão moderna do desenvolvimento consorciado com o manejo dos ecossistemas, procurando utilizar os conhecimentos já existentes na região, no âmbito cultural, biológico, ambiental, social e político, evitando assim a agressão ao meio ambiente.

ECOLOGIA -
Do grego, Eco = casa, moradia e logos (logia) = estudo, ou ciência. Palavra criada em 1866, por Ernst Haeckel, um discípulo de Charles Darwin, para designar uma nova ciência que estuda as relações entre os seres vivos e o meio ou ambiente ("casa") onde vivem. Hoje, fala-se "defender a ecologia", como sinônimo de "defender o meio ambiente". (Fontes: livros: "Guia da Ecologia", "Agenda Ecológica Gaia 1992", "Glossário Ambiental")

ECOMIGRANTE -
Termo apareceu num número especial da revista Time em 1997, para designar a legiões de pessoas que, devido à degradação ou outros problemas ambientais, são levadas a migrar de suas regiões de origem para outras regiões ou países. É o que fez milhões de habitantes da Somália se tornarem involuntariamente nômades, ao fugirem da Somália para a Etiópia, da Etiópia para o Sudão, e de lá para Burma, e então para Bangladesh, na Índia. (Fonte: Revista Time - nov./1997).

Ecossistema -
conjunto integrado de fatores físicos, químicos e bióticos, que caracterizam um determinado lugar, estendendo-se por um determinado espaço de dimensões variáveis. Também pode ser uma unidade ecológica constituída pela reunião do meio abiótico (componentes não-vivos) com a comunidade, no qual ocorre intercâmbio de matéria e energia. Pode ter qualquer tamanho, da cabeça de alfinete à toda biosfera. Seu funcionamento segue mecanismos que influenciam formas de reprodução, migração e comportamento das espécies. O ecossistemas são as pequenas unidades funcionais da vida. O conceito aplica-se tanto a formações naturais como a sistemas organizados pelo Homem. (Fontes: Agenda Ecológica Gaia 1992", "Dicionário de Ecologia")

Ecótipo -
ra
ças de uma mesma espécie que diferem unicamente em alguns caracteres morfológicos e que se encontram adaptadas às condições locais.

Ecótono -
região de transição entre dois ecossistemas diferentes ou entre duas comunidades.

Ecótopo -
determinado tipo de habitat dentro de uma área geográfica ampla.

Ecoturismo -
também conhecido como turismo ecológico é a atividade de lazer em que o homem busca, por necessidade e por direito, a revitalização da capacidade interativa e do prazer lúdico nas relações com a natureza. É o segmento da atividade turística que desenvolve o turismo de lazer, esportivo e educacional em áreas naturais utilizando, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentivando sua conservação, promovendo a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente e garantindo o bem-estar das populações envolvidas.

Educação Ambiental -
conjunto de ações educativas voltadas para a compreensão da dinâmica dos ecossistemas, considerando efeitos da relação do homem com o meio, a determinação social e a variação/evolução histórica dessa relação. Visa preparar o indivíduo para integrar-se criticamente ao meio, questionando a sociedade junto à sua tecnologia, seus valores e até o seu cotidiano de consumo, de maneira a ampliar a sua visão de mundo numa perspectiva de integração do homem com a natureza.

Efeito Cumulativo -
fenômeno que ocorre com inseticidas e compostos radioativos que se concentram nos organismos terminais da cadeia alimentar, como o homem.

Efeito Estufa -
(1). Fenômeno que ocorre quando gases, como o dióxido de carbono entre outros, atuando como as paredes de vidro de uma estufa, aprisionam o calor na atmosfera da Terra, impedindo sua passagem de volta para a estratosfera. O efeito estufa funciona em escala planetária e o fenômeno pode ser observado, como exemplo, em um carro exposto ao sol e com as janelas fechadas. Os raios solares atravessam o vidro do carro provocando o aquecimento de seu interior, que acaba "guardado" dentro do veículo, porque os vidros retém os raios infravermelhos. No caso específico da atmosfera terrestre, gases como o CFC, o metano e o gás carbônico funcionam como se fossem o vidro de um carro. A luz do sol passa por eles, aquece a superfície do planeta, mas parte do calor que deveria ser devolvida à atmosfera fica presa, acarretando o aumento térmico do ambiente. Acontecendo em todo o planeta, seria capaz de promover o degelo parcial das calotas polares, com a consequente elevação do nível dos mares e a inundação dos litorais. (2). Graças a este fenômeno, há bilhões de anos surgiu a vida na Terra. Alguns gases que compõem a atmosfera, sobretudo o monóxido e o dióxido de carbono, retém parte do calor dos raios solares. Isto garantiu a temperatura favorável ao surgimento e evolução dos seres vivos. Ocorre que, quanto maior a concentração desses gases, maior a retenção do calor. A partir da Revolução Industrial, começou-se a emitir maior quantidade de gases, proporcionando o aumento do efeito estufa, ou Aquecimento Global. E isto está alterando as condições para a continuidade da vida no nosso Planeta. (Fonte: Rede AIPA)

EFLUENTE -
Qualquer tipo de água que sai de um sistema, como tubulações, canais ou reservatórios. Define-se efluente industrial como a descarga de poluentes feita por fontes industriais. Padrão de efluente é a quantidade e qualidade de efluentes que se permite jogar num curso d'água. (Fontes: Rede AIPA, "Dicionário de Ecologia")

EIA/RIMA, OU ESTUDO E RELATÓRIO DE IMPACTO AMBIENTAL -
Estudo obrigatório no Brasil para empreendimentos de maior porte, onde se avaliará o ambiente antes da implantação, prevendo-se os possíveis impactos ambientais, positivos e negativos, durante e após as obras, propondo ainda como minimizar os negativos. Se o EIA/RIMA for reprovado pelo Conselho de Meio Ambiente (Federal ou Estadual, dependendo da abrangência do empreendimento), a obra não será permitida. (Fonte: Resolução 001/86 do CONAMA)

El Niño -
É um fenômeno meteorológico natural que se repete de 2 a 7 anos, em média, e decorre do aumento anormal da temperatura do Oceano Pacífico, atingindo mais intensamente o Peru. A costa peruana é caracterizada por águas muito frias. Como a substituição das águas normalmente frias por quentes costuma ocorrer logo após o Natal, esse fenômeno meteorológico passou a ser chamado de El Niño (o Menino Jesus, em espanhol). Há registros de sua ocorrência desde a época do descobrimento da América. O aquecimento das águas superficiais do Pacífico interfere no regime de ventos e, portanto, no deslocamento das nuvens e no regime das chuvas, gerando alterações significativas do clima em todo o planeta. Grandes secas na Índia, no Nordeste do Brasil, na Austrália, Indonésia e África podem ser decorrentes do fenômeno, assim como algumas enchentes no Sul e Sudeste do Brasil, Peru, Equador e no Meio Oeste dos Estados Unidos. Em algumas áreas, observam-se temperaturas mais elevadas que o normal (como é o caso das regiões central e Sudeste do Brasil, durante o inverno), enquanto em outras ocorrem frio e neve em excesso. Especificamente no Brasil, o El Niño provoca chuvas intensas no Sul e secas mais severas no Norte e Nordeste. O Estado de São Paulo está localizado numa zona de transição onde o fenômeno traz chuvas ligeiramente acima do normal, mas também melhora a distribuição de chuvas em alguns meses (setembro, novembro, abril e maio), podendo provocar enchentes e inundações, mas ao mesmo tempo, também com o aumento da vazão dos rios, melhora as condições de geração de energia e abastecimento de água. Isso significa que o El Niño pode apresentar aspectos negativos, como a maior possibilidade de ocorrência de inundações, mas também pode ser benéfico, desde que se esteja convenientemente preparado para enfrentá-lo. Assim, a melhor distribuição de chuvas pode beneficiar a agricultura.

ENDÊMICO -
Fala-se de uma espécie viva cuja distribuição está limitada a uma zona geográfica definida, seja um determinado ecossistema, bioma, ou região do planeta. Muitas vezes, é o isolamento de um habitat que permite o processo de especiação, isto é, o surgimento de espécies novas só naquele local. A endemia pode ainda ser vista como uma relação de dois fatores: o grau de isolamento - quanto maior o isolamento maior a endemia; relacionado com grau de mobilidade do animal - quanto maior a mobilidade menor a endemia. (Fonte: "Dicionário de Ecologia", Instituto Ecológico Aqualung)

ENQUADRAMENTO DOS CORPOS DE ÁGUA -
Previsto na Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97) para assegurar a qualidade da água e reduzir o custo de combate à poluição, através de ações preventivas. É a qualificação do corpo d'água, segundo seus usos preponderantes e a classificação (classes de corpos de água) estabelecida pela legislação ambiental. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

Epífitas -
plantas que crescem agarradas a outras plantas, tais como as orquídeas, musgos, líquens, bromélias, etc.

EQUILÍBRIO ECOLÓGICO -
População de tamanho estável na qual as taxas de mortalidade e emigração são compensadas pelas taxas de natalidade e de imigração. Equilíbrio do fluxo de energia em um determinado ecossistema. (Fonte: "Glossário Ambiental")

Erosão -
é o fenômeno de degradação e decomposição das rochas ou das modificações sofridas pelo solo, em que partes são retiradas, transportadas e depositadas em outro lugar, devido a variações de temperatura e, principalmente à ação da água e do vento. Inicia-se como erosão laminar e pode até atingir o grau de voçoroca. A erosão também pode ser induzida pela ação humana que acelera esse processo através de queimadas, desmatamento, mineração e outros.

ESGOTOS -
Resíduos líquidos, divididos, pelos técnicos, em quatro tipos
1- esgotos domésticos, que contém matéria fecal e águas servidas, resultantes de banho, lavagem de roupa e louças;
2- despejos ou efluentes industriais, que compreendem resíduos orgânicos (por exemplo, de indústrias alimentícias ou matadouros), ou inorgânicas, podendo conter materiais tóxicos;
3- águas pluviais (da chuva);
4- águas do subsolo, que se infiltram no sistema de esgotos. (Fonte: "Manual de Saneamento")

ESPÉCIE -
Em biologia, unidade básica de classificação dos seres vivos. Designa população (ou populações) de seres com características genéticas comuns, que em condições normais reproduzem-se de forma a gerar descendentes férteis. Também entendida como uma unidade morfológica sistemática onde suas características externas são razoavelmente constantes, de forma que a espécie possa ser reconhecida e diferenciada das outras por seu intermédio. As espécies dividem-se em subespécies e agrupam-se em gêneros (na chave de classificação, a seqüência é: espécie, gênero, família, ordem, classe, sub-ramo, ramo, sub-reino, reino). Ver endêmico, exótico, indicadores, extinção, biodiversidade. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992", Instituto Ecológico Aqualung)

Espécie ameaçada -
aquela em risco de extinção, cuja sobrevivência é improvável se os fatores causais persistirem (ACIESP, 1997).

Espécie endêmica -
aquela cuja área de distribuição é restrita a uma região geográfica limitada e usualmente bem definida (ACIESP, 1997).

Espécie exótica -
aquela presente em uma determinada área geográfica da qual não é originária, introduzida geralmente pelo homem (ACIESP, 1997).

Espécie Pioneira -
espécie vegetal que inicia a ocupação de áreas desabitadas de plantas em razão da ação do homem ou de forças naturais.

Espécie rara -
aquela pertencente a pequenas populações que não estão atualmente ameaçadas ou vulneráveis, mas que estão em risco (ACIESP, 1997).

ESPÉCIME -
Exemplar de uma espécie viva, ou pequena quantidade, que serve para teste. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")
Estação Ecológica - áreas representativas de ecossistemas destinadas à realização de pesquisas básicas e aplicadas de ecologia, à produção do ambiente natural e ao desenvolvimento da educação conservacionista. Nas áreas circundadas às estações ecológicas, num raio de 10 quilômetros, qualquer atividade que possa afetar a biota ficará subordinada às normas editadas pelo CONAMA. Têm o objetivo de proteger amostras dos principais ecossistemas, equipando estas unidades com infra-estrutura que permita às instituições de pesquisas fazer estudos comparativos ecológicos entre áreas protegidas e aquelas que sofreram alteração antrópica. Nessas áreas não há exploração do turismo.

Estudo de Impacto Ambiental (EIA) -
sigla do termo Enviromment Impact Assessment, que significa Avaliação de Impactos Ambientais, também chamado de Estudos de Impactos Ambientais.
Etologia - ciência que estuda o comportamento dos seres vivos, visando estabelecer os efeitos e as causas, assim como os mecanismos responsáveis por diferentes formas de conduta.

EUTROFIZAÇÃO -
Aumento de nutrientes (como fosfatos) nos corpos d'água, resultando na proliferação de algas podendo levar a um desequilíbrio ambiental a ponto de provocar à morte lenta do meio aquático. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Eutrofização -
fenômeno pelo qual a água é acrescida, principalmente, por compostos nitrogenados e fosforados. Ocorre pelo depósito de fertilizantes utilizados na agricultura ou de lixo e esgotos domésticos, além de resíduos industriais como o vinhoto, oriundo da indústria açucareira, na água. Isso promove o desenvolvimento de uma superpopulação de microorganismos decompositores, que consomem o oxigênio, acarretando a morte das espécies aeróbicas, por asfixia. A água passa a ter presença predominante de seres anaeróbicos que produzem o ácido sufídrico (H2 S), com odor parecido ao de ovos podres.

EXÓTICO(A) -
Qualificação dada a uma planta ou animal presente numa área geográfica, da qual não se origina. Por exemplo, o eucalipto no Brasil é espécie exótica, por ser uma espécie de planta originária da Austrália. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

EXTINÇÃO -
Antiga como a vida, a extinção fecha o ciclo de existência de uma espécie. Supõe-se que, em 200 milhões de anos, 900 mil espécies em média teriam se extinguido a cada milhão de anos (uma extinção a cada treze meses). A ação predatória do ser humano acelerou esta taxa de extinção, pela destruição de ecossistemas ou/e o extermínio de espécies específicas. Estima-se que nas últimas décadas as taxas de extinção ficaram centenas e até milhares de vezes mais altas. Ver Extinção no Brasil. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

Extrativismo -
ato de extrair madeira ou outros produtos das florestas ou minerais.

F

Fator Ecológico -
refere-se aos fatores que determinam as condições ecológicas no ecossistema.

Fator Limitante -
aquele que estabelece os limites do desenvolvimento de uma população dentro do ecossistema, pela ausência, redução ou excesso desse fator ambiental.

FAUNA -
Conjunto da de espécies animais que vivem numa determinada área. Fala-se adaptação da fauna, como a capacidade de algumas espécies de se adaptarem a ambientes alterados (animais em áreas urbanas, por exemplo). Ver também flora e extinção. (Fonte: "Glossário Ambiental" e "Dicionário de Ecologia")

FENÓTIPO -
Características físicas de um organismo, produzidas por seus genes, como a cor dos olhos, altura, etc. Ver também genótipo. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

FEROMÔNIO -
Qualquer substância secretada por um animal e liberada no ambiente causando uma resposta específica num indivíduo receptor da mesma espécie. Pode ter várias funções, como por exemplo para aproximação dos sexos. Neste caso é chamado de feromônio sexual, sendo produzido por um sexo para atração do outro. Outras funções dos feromônios são: causar agregação, marcar caminhos, causar alarme, etc. Quando produzidos para o uso no controle de pragas, normalmente servem como iscas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

FILO -
Grande divisão na classificação dos organismos, situada logo abaixo de reino e subdividida em classes. ("Dicionário de Ecologia")

Fitoplâncton -
conjunto de plantas flutuantes, como algas, de um ecossistema aquático.

FLORA -
Conjunto de espécies vegetais de um determinado ambiente, área ou extrato geológico. Também usado para denominar grupo ou grupos de plantas que servem para determinado fim, como plantas medicinais. (Fontes: "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

Flora Exótica -
É o conjunto de vegetais não nativos de uma região, que foi adaptado ao local ou importado.

Flora Silvestre -
É o conjunto de vegetais naturais de uma região ou país. Vegetais nativos do lugar.

FLORAIS -
Conjunto de extratos de flores, que agem sobre o corpo sutil das pessoas. Florais de Bach, desenvolvidos pelo médico Richard Bach, são feitos a partir das essências de 28 flores. Hoje, existem Florais de Minas, da Austrália, entre outros. (Fontes: "Dicionário de Ecologia")

FLORESTA -
Conjunto natural de plantas e de animais, com predominância de árvores, que protegem o solo contra o impacto direto do sol, dos ventos e das chuvas. Importantes para seres humanos, por oferecem produtos e garantirem o equilíbrio ambiental, reduzindo por exemplo o perigo do aquecimento global. Segundo o World Resources Institute do início ao fim do século XX, a quantidade de florestas nativas originais no mundo caiu de 50% para menos de 20%. Ver também florestas tropicais.(Fontes: "Dicionário de Ecologia" e Revista Time, nov. 1997)

Floresta Nacional, Estadual ou Municipal -
área extensa, geralmente bem florestada e que contém consideráveis superfícies de madeira comercializável em combinação com o recurso água, condições para sobrevivência de animais silvestres e onde haja oportunidade para recreação ao ar livre e educação ambiental. Os objetivos de manejo são os de reproduzir, sob o conceito de uso múltiplo, um rendimento de madeira e água, proteger os valores de recreação e estéticos, proporcionar oportunidades para educação ambiental e recreação ao ar livre e, sempre que possível, o manejo da fauna. Partes desta categoria de unidades de conservação podem ter sofrido alterações pelo homem, mas geralmente as florestas nacionais não possuem qualquer característica única ou excepcional, nem tampouco destinam-se somente para um fim.

FLORESTAS TROPICAIS -
Situadas na faixa equatorial, onde há muita chuva e umidade. Contém pelo menos metade das espécies vivas do Planeta, muitas das quais ainda desconhecidas pela Ciência, mas que podem ter qualidades medicinais, alimentares ou servir como matérias-primas. Além disso, as "massas florestais" ajudam a retirar gás carbônico da atmosfera pela fotossíntese, o que reduz o aquecimento global. Florestas são ameaçadas pela cobiça em torno da madeira nativa, e pelos novos usos do solo para a expansão agrícola, a pecuária ou urbanização. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992", "Dicionário de Ecologia")

FLOTAÇÃO -
Processo de elevação de partículas existentes na água, por meio de aeração, insuflação, produtos químicos, eletrólise, calor ou decomposição bacteriana, e respectiva remoção, sob a forma de escuma. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

FLUVIAL -
Referente a rio (Fonte: Rede AIPA)

FORMICIDA -
Qualquer substância usada na eliminação de formigas, especialmente saúvas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

FOSSA -
Tanque de armazenamento de esgotos.

Fossa séptica -
tanque destinado ao tratamento primário de esgotos sanitários, pela deposição de matéria sólida, que é mais pesada que a água e forma um lodo, e a flutuação de óleos e gorduras.

Fossa sanitária -
escavação no chão, para coletar esgotos de uma casa, não ligada a nenhum sistema de drenagem. (Fonte: "Manual de Saneamento")
Fossa negra - escavação, em geral sem revestimento, que recebe esgotos.

Fotossíntese -
processo bioquímico que permite aos vegetais sintetizar substâncias orgânicas complexas e de alto conteúdo energético, a partir de substâncias minerais simples e de baixo conteúdo energético. Para isso, se utilizam de energia solar que captam nas moléculas de clorofila. Neste processo, a planta consome gás carbônico (CO2) e água, liberando oxigênio (O2) para a atmosfera. É o processo pelo qual as plantas utilizam a luz solar como fonte de energia para formar substâncias nutritivas. Cientistas defendem que elas ajudam a "fixar" o gás carbônico, que é retirado do ar neste processo, o que reduz o perigo do aquecimento global. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

FUMIGANTE -
Uma substância ou mistura de substâncias químicas que produz gás, vapor ou fumaça com o propósito de destruir as chamad
as pragas. Os fumigantes são formulados em líquidos ou pastilhas, e uma vez aplicados são liberados na forma de gás para exercer ação fumigante. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Função -
(1) todas as propriedades físicas e químicas de uma estrutura relativa a sua forma e organização, com exceção da ação ou uso da estrutura a qual é mais fortemente associada a sua função ou função fisiológica. (2) Em fitossociologia, são as caraterísticas especiais adaptativas dos componentes da vegetação, tais como periodicidades, mecanismos de dispersão e tolerâncias fisiológicas (Lincoln et al., 1998).

FUNGICIDA -
Qualquer substância química aplicada às plantas cultivadas para matar fungos, ou prevenir o desenvolvimento de doenças fúngicas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

G

GAIA, OU TEORIA DE GAIA -
Gaia, na mitologia grega, personifica a Terra, nascida logo após o caos primordial, e geradora dos demais deuses. A Teoria de Gaia, criada pelo cientista James Lovelock, entende o Planeta Terra e a biosfera, como um único organismo vivo, onde a flora e fauna, o clima, características geológicas estão intimamente relacionados. Pela teoria, todos organismos vivos, inclusive microorganismos, evoluíram junto com o ambiente físico, formando um sistema complexo de auto-regulação, que mantém as condições favoráveis à vida na Terra. Se um fator é afetado, todo o resto poderá ser. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

GENÓTIPO -
Conjunto de genes que formam o patrimônio gênico hereditário, transmitido de geração para geração, que define as características estruturais da espécie. (Fonte: Instituto Ecológico Aqualung)

GESTÃO AMBIENTAL -
Condução, direcionamento e orientação das atividades humanas visando o desenvolvimento sustentável. Para ser efetiva, deve ser inserida no planejamento e administração da produção de bens e serviços em todos os níveis - local, regional, nacional, internacional, na administração pública e na empresarial. (Fonte: "Glossário Ambiental")

H

Habitat -
Local onde vive uma espécie ou uma comunidade de organismos vivos. Ambiente que oferece um conjunto de condições favoráveis para o desenvolvimento, a sobrevivência e a reprodução de determinados organismos. Os ecossistemas, ou parte deles, nos quais vive um determinado organismo, são seu habitat. O habitat constitui a totalidade do ambiente do organismo. Cada espécie necessita de determinado tipo de habitat porque tem um determinado nicho ecológico. Em se tratando de uma região, pode compreender por exemplo um deserto, uma floresta tropical, ou uma bacia hidrográfica. (Fonte: "Glossário Ambiental", "Dicionário de Ecologia")

HERBICIDA -
Composto químico destinado a destruir ou impedir o crescimento de ervas daninhas, ou invasoras, prejudiciais à lavoura, ou vasos de plantas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
Hidrosfe
ra - parte da biosfera representada por toda massa de água (oceanos, lagos, rios, vapor d'água, água de solo, etc.).

HOLISMO -
Do grego, holos - todo, inteiro. Doutrina aplicada às ciências ambientais para a compreensão entre os componentes do meio ambiente, através do qual os organismos vivos e não-vivos interagem como partes de um todo. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")
Homeostase - capacidade de adaptação que um ser vivo apresenta no intuito de manter o seu organismo equilibrado em relação às variações ambientais.

Homeotermos -
ou endotermos, são animais que mantém constantemente sua temperatura corporal, independentemente da temperatura externa, despendendo uma grande quantidade de energia na realização do seu controle.

Húmus -
fração orgânica coloidal (de natureza gelatinosa), estável, existente no solo, que resulta da decomposição de restos vegetais e animais.

I

Ictiofauna -
é a fauna de peixes de uma região.

Impacto Ambiental - (1). De acordo com a Resolução 001/86 do CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente, é qualquer alteração das propriedades físico-químico ou biológicas do meio ambiente, causadas direta ou indiretamente pela ação humana, e que possam afetar a saúde, segurança, bem estar das pessoas, a biota, condições estéticas e sanitárias do ambiente, a qualidade dos recursos naturais. O impacto ambiental pode ser negativo, ou positivo. A mesma Resolução determina que empreendimentos de maior porte devem fazer previamente o EIA/RIMA, Estudo e Relatório de Impacto Ambiental. (Fonte: Resolução 001/86 do CONAMA) (2). toda ação ou atividade, natural ou antrópica, que produz alterações bruscas em todo o meio ambiente ou apenas em alguns de seus componentes. De acordo com o tipo de alteração, pode ser ecológico, social e/ou econômico. Ex. efeitos resultantes da construção de uma represa, de erupções vulcânicas, de variações climáticas bruscas, derrame de petróleo (ACIESP, 1997).

Impacto Ecológico -
refere-se ao efeito total que produz uma variação ambiental,
seja natural ou provocada pelo homem, sobre a ecologia de uma região, como, por exemplo, a construção de uma represa.

INCINERAÇÃO DE LIXO -
Queima do lixo. Método tradicionalmente considerado inadequado por poluir o ar. Mais recentemente desenvolveram-se usinas termelétricas voltadas à geração de energia pela queima do lixo. Para reduzir a poluição, melhoraram-se os filtros, visando reter mais substâncias tóxicas e desenvolveram-se fornos de alta temperatura para a queima mais completa dos resíduos. O método permanece polêmico. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

INDICADORES -
Substâncias que indicam algo. No meio ambiente, indicadorSes ecológicos serão espécies vivas que têm exigências particulares para se desenvolver, cuja presença, ausência, ou morte indicam a ocorrência de determinadas condições. Por exemplo, plantas que só crescem no solo ácido, quando observadas numa área, são indicadoras deste tipo de solo. Ou então, peixes mortos boiando num rio são indicadores da poluição da água. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")
Indicadores Ecológicos - referem-se a certas espécies que, devido a suas exigências ambientais bem definidas e à sua presença em determinada área ou lugar, podem se tornar indício ou sinal de que existem as condições ecológicas para elas necessárias.

INERTES -
Substâncias supostamente neutras. Na produção de remédios e produtos agrícolas, servem para diluir os ingredientes ativos, funcionando como veículo. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

INGREDIENTE ATIVO -
Termo utilizado para designar determinados componentes de produtos como remédios, agrotóxicos, adubos, ou outros produtos que constituem compostos químicos. Parte da mistura que atua efetivamente para atingir a finalidade desejada. Por exemplo, o ingrediente ativo de um herbicida é a parte da mistura do produto, tóxica neste caso, que mata as ervas daninhas. Ver também inerte. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
Inquilinismo - associação interespecífica harmônica em que os indivíduos de uma espécie alojam-se em outra, obtendo proteção e suporte.

INSETICIDA -
Qualquer substância letal aos insetos. Inseticida botânico é extraído de plantas, como a nicotina e as piretrinas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

INVERSÃO TÉRMICA -
Fenômeno atmosférico que ocorre quando uma camada de ar frio fica mais próxima do solo de que o ar quente, impedindo o movimento ascendente do ar atmosférico. Em locais industrializados a inversão térmica leva à retenção de poluentes nas camadas da atmosfera próximas do solo, ocasionando problemas de saúde. (Fonte: "Glossário Ambiental")

J

JUSANTE -
Rio abaixo. (Fonte: Rede AIPA)

L
LIMNOLOGIA -
Ramo da Biologia que estuda as condições físicas, químicas e biológicas dos lagos, lagunas e lagoas (águas doces). (Fonte: "Dicionário Geológico-Geomorfológico")

LIXÃO -
Local onde se deposita o lixo, sem projeto ou cuidado com a saúde pública e o meio ambiente. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

Lixiviação -
arraste vertical, pela infiltração da água, de partículas da superfície do solo para camadas mais profundas.

LIXO -
Conjunto de resíduos de qualquer atividade humana. Popularmente, qualquer coisa que é jogada fora é chamada de lixo. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

LIXO ATÔMICO -
Resíduos gerados em usinas nucleares, equipamentos radiológicos, processos da medicina nuclear, entre outros. Contém materiais que permanecem radioativos por centenas ou milhares de anos, que devem ser depositados em condições especiais de isolamento, para evitar danos à saúde a ao meio ambiente. No Brasil, a CNEN - Comissão Nacional de Energia Nuclear deve controlar sua geração e disposição final. (Fontes: Jornal Urtiga, Livro "Tratamento de Lixo", "Dicionário de Ecologia" e "Agenda Ecológica Gaia 1992")

LIXO COMERCIAL -
Resíduos gerados por estabelecimentos comerciais, lojas, restaurantes, bancos, etc. Normalmente contém principalmente papel, madeira, plásticos e restos de alimentos. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

LIXO DOMÉSTICO -
Resíduos produzidos em residências. Ao contrário do que se pensa, este tipo de lixo pode conter materiais tóxicos, como restos de tintas, pilhas, baterias, etc. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

LIXO HOSPITALAR -
Todo lixo gerado por serviços de saúde, como farmácias, clínicas e hospitais. Inclui dois tipos:
1- resíduos comuns, compostos por papéis, embalagens, restos de alimentos, etc.);
2- materiais sépticos ou perigosos, gerados nas salas de cirurgia, remédios, etc., para os quais é obrigatória a coleta e destino final especiais. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

LIXO INDUSTRIAL -
Resíduos sólidos gerados pela indústria. Dependendo da indústria, este lixo conterá materiais que contaminam o solo, o ar ou/e a água. O destino é de responsabilidade das indústrias, sendo controlado pela agência ambiental do Estado. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

Lixo Nuclear -
rejeito de reações nucleares, que pode emitir radiações em doses nocivas por centenas de anos.

LIXO ORGÂNICO OU LIXO ÚMIDO -
Constituído de materiais orgânicos que vão para o lixo, como folhas e galhos plantas ou restos de alimentos. Pode ser transformado em fertilizante, o conhecido composto orgânico. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

Lixo Tóxico -
é composto por resíduos venenosos, como solventes, tintas, baterias de carros, baterias de celular, pesticidas, pilhas, produtos para desentupir pias e vasos sanitários, dentre outros.

M

Macro compartimentos -
são definidos pela integração da morfologia com os processos da zona costeira emersa. Essa identificação é efetuada a partir de variáveis oceanográficas, responsáveis pela intensidade e direção dos processos de erosão, transporte e deposição, associados com aspectos morfométricos, fluviométricos, climáticos e de feições geomorfológicas, levando em conta tipologias e compartimentações já efetuadas que, em conjunto, representam convergência na definição de macrocompartimentos costeiros (Brasil, 1996).

MANANCIAL - Fonte de onde se tira a água para abastecimento público. Na escolha de um manancial, devem se levar em consideração a qualidade e quantidade de água disponível, o consumo atual e o provável no futuro. (Fonte: "Manual de Saneamento")

Manejo - (1). aplicação de programas, ações integradas, de utilização dos ecossistemas, naturais ou artificiais, baseada em teorias ecológicas sólidas, de modo a manter, da melhor forma possível, nas comunidades, fontes úteis de produtos biológicos para o homem, e também como fonte de conhecimento científico e de lazer. (2). utilização eficiente dos recursos disponíveis de forma que sejam otimizados os benefícios econômicos e sociais, sem comprometer a estabilidade e a sustentabilidade dos ecossistemas envolvidos e da paisagem (Cintrón, 1987).

Mangue -
Formação típica de litoral, sob ação direta das marés, com solos limosos de regiões estuárias. Constitui-se de único estrato de porte arbóreo e diversidade muito restrita. Neste ambiente salobro desenvolvem-se espécies adaptadas à essas condições, ora dominado por gramíneas o que lhe confere uma fisionomia herbácea; ora dominado por espécies arbóreas. O mangue abriga grande variedade de espécies da fauna brasileira, como tapicuru, guará, crustáceos, sapos, insetos, garça, entre outros. O mangue, devido ao acúmulo de material orgânico, característica importante desse ambiente, garante alimento e proteção para a reprodução de inúmeras espécies marinhas e terrestres.

Mata Atlântica - Formação vegetal com grande riqueza de espécies, geralmente apresentando três estratos: superior com espécies arbóreas de altura entre 15 a 40 metros; intermediário com alta densidade de espécies, constituído por arbustos, arboretos e árvores de pequeno porte, entre 3 e 10 metros; e um terceiro, composto por grande variedade de ervas rasteiras, cipós, trepadeiras, além de palmeiras e samambaias. A Mata Atlântica abriga grande variedade de espécies da fauna brasileira, como: onça, sagui de tufo preto, paca, cotia, tucano de bico verde, caxingulê, mono-carvoeiro, entre outras. Essa vegetação atualmente recobre principalmente o litoral e Serra do Mar, estendendo-se para o interior do Estado, onde adquire características típicas de clima mais seco com perda de folhas, floração e frutificação em períodos bem determinados. Entre a formação vegetal da Mata Atlântica encontra-se o pau-jacarré, bromélia, palmeira, guapuruvú e a embaúba.

MATA CILIAR OU MATA DE GALERIA -
Vegetação que beira rios e lagos, protegendo-os como os cílios protegem nossos olhos. Por exemplo, as raízes das árvores favorecem a penetração lenta da água da chuva no solo, evitando a erosão. (Fonte: Jornal Urtiga)

MATERIAIS RECICLÁVEIS OU "LIXO SECO" -
Papéis, papelões, metais, plásticos, vidros, trapos, que foram dispensados como dejetos, mas que podem ser reutilizados, ou transformados em novos produtos por indivíduos ou indústrias especializadas. Por exemplo: garrafa ou cacos viram copos. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

Material genético -
significa todo material de origem vegetal, animal, microbiana ou outra que contenha unidades funcionais de hereditariedade (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b).

MEGA-EXTINÇÃO -
Nome dado às previsões de cientistas do início dos anos 1990, de que até o final do século desapareceria cerca de um quarto de todas as espécies vivas ainda existentes. (Fonte: livro: "Guia da Ecologia")

MEIO AMBIENTE -
Expressão que une dois sinônimos. Tanto "meio" quanto "ambiente" significam o entorno, ou "aquilo que envolve e cerca os seres" (florestas, rios, lagos, ruas etc.). Segundo o Dicionário Aurélio: "o pleonasmo (do grego, superabundância) justifica-se quando confere mais vigor ao pensamento". (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992"). Tudo o que cerca o ser vivo, que o influencia e que é indispensável à sua sustentação. É o conjunto de condições, leis, influências e infra-estrutura de ordem física, química e biológica, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas. Estas condições incluem solo, clima, recursos hídricos, ar, nutrientes e os outros organismos. O meio ambiente não é constituído apenas do meio físico e biológico, mas também do meio sócio-cultural e sua relação com os modelos de desenvolvimento adotados pelo homem.
Metais Pesados - metais como o cobre, zinco, cádmio, níquel e chumbo, os quais são comumente utilizados na indústria e podem, se presentes em elevadas concentrações, retardar ou inibir o processo biológico aeróbico ou anaeróbico e serem tóxicos aos organismos vivos.

Microclima -
conjunto das condições atmosféricas de um lugar limitado em relação às do clima geral.

Migração -
deslocamento de indivíduos ou grupo de indivíduos de uma região para outra. Pode ser regular ou periódica, podendo ainda coincidir com mudanças de estação.

Mimetismo -
propriedade de alguns seres vivos de imitar o meio ambiente em que vivem, de modo a passarem despercebidos.

Monitoramento Ambiental -
medição repetitiva, descrita ou contínua, ou observação sistemática da qualidade ambiental.

MONTANTE (ÁGUA) -
Rio acima. (Fonte: Rede AIPA)

Monumentos naturais -
regiões, objetos, ou as espécies vivas de animais e plantas, de interesse estético ou valor histórico ou científico, aos quais é dada proteção absoluta, com o fim de conservar um objeto específico ou uma espécie determinada de flora e fauna, declarando uma região, um objeto, ou uma espécie isolada, monumento natural inviolável, exceto para a realização de investigações devidamente autorizadas, ou inspeções oficiais (Union Panamericana, 1940).

MUTAÇÃO GENÉTICA -
Alteração no padrão genético de um ser vivo. Uma mutação genética pode ou não apresentar efeitos sobre o fenótipo. Pode concorrer para a evolução ou para a involução da espécie. Ver também recombinação genética. (Fonte: Instituto Ecológico Aqualung)

Mutações -
variações descontínuas que modificam o patrimônio genético e se exteriorizam através de alterações permanentes e hereditárias. Se constituem em fatores de relevante importância no sentido da adaptação do ser vivo ao meio ambiente.

Mutualismo -
associação interespecífica harmônica em que duas espécies envolvidas ajudam-se mutuamente.

N

Nicho Ecológico -
Todas as características químicas, físicas, biológicas, que determinam a posição de um organismo, ou espécie, num ecossistema. (Fontes: "Dicionário de Ecologia", "Glossário Ambiental")

Nível Trófico -
ou nível alimentar, é a posição ocupada por um organismo na cadeia alimentar. Os produtores ocupam o primeiro nível, os consumidores primários o seg
undo nível, os secundários o terceiro nível e assim por diante. Os decompositores podem atuar em qualque nível trófico

O

ONGs -
sigla de organizações não governamentais. São movimentos da sociedade civil, independentes, que atuam nas áreas de ecologia, social, cultural, dentre outras.

Onívoro -
os consumidores de um ecossistema podem participar de várias cadeias alimentares e em diferentes níveis tróficos, caso em que são denominados onívoros. O homem, por exemplo, ao comer arroz, é consumidor primário; ao comer carne é secundário; ao comer cação, que é um peixe carnívoro, é um consumidor terciário.

ORGANIZAÇÕES CIVIS DE RECURSOS HÍDRICOS -
De acordo com a Lei das Águas (Lei Federal 9433/97, dos Recursos Hídricos) podem ser consórcios e associações intermunicipais de bacias hidrográficas; associações regionais, locais ou setoriais de usuários do setor (como indústrias); organizações técnicas, de ensino e pesquisa com interesse neste setor; ONGs - Organizações Não Governamentais voltadas para esta questão; ou outras organizações reconhecidas pelo Conselho Nacional ou pelos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos. Para integrarem o Sistema Nacional de Recursos Hídricos, devem ser legalmente constituídas. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

ORGANOCLORADO -
Grupo químico dos agrotóxicos compostos por um hidrocarboneto clorado com um ou mais anéis aromáticos, ou mesmo cíclico saturado. Em termos de toxicidade aguda, seriam menos tóxicos de que fosforados, clorofosforados e carbamatos. Mas o problema é a persistência no meio ambiente, o que gera o fenômeno da bioacumulação, tornando-os prejudiciais, a longo prazo, a ponto de terem sido proibidos em muitos países, inclusive o Brasil. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

ORGANOFOSFORADO OU FOSFORADO -
Grupo químico dos agrotóxicos compostos por um éster do acido fosfórico ou similares. Em termos de toxicidade aguda, são geralmente mais tóxicos de que os organoclorados e carbamatos, mas se degradam mais rapidamente no ambiente e não se acumulam no tecido gorduroso. Inibem a colinesterase nas sinapses nervosas. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

OUTORGA DE DIREITOS DE USO DE RECURSOS HÍDRICOS -
Instituída pela Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97), é concedida pelo poder público (federal, estadual ou municipal, dependendo do caso) por até 35 anos (renovável). Obrigatória para quase todos usos da água, sendo porém dispensada para suprir pequenos núcleos populacionais em área rural, ou realizar captações, lançamentos ou acumulações de volumes considerados insignificantes. Cada outorga é condicionada às prioridades estabelecidas nos Planos de Recursos Hídricos e deve respeitar a classe do corpo de água. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

OZÔNIO ou O3 -
gás que na troposfera (camada da atmosfera onde vivemos) provoca problemas respiratórios, se inalado diretamente, e contribui para o efeito-estufa. Na estratosfera (12 a 50 km de altitude) atua como protetor da vida: forma uma camada que atua como um filtro que impede a passagem de parte das prejudiciais radiações ultravioletas do sol. Ver também buraco na camada de ozônio. (Fonte: "Glossário Ambiental")

P

PARADIGMA HOLÍSTICO -
Nova forma de ver o mundo, numa visão integradora, superando barreiras entre as diversas áreas do saber. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Parques -
são áreas geográficas extensas e delimitadas, dotadas de atributos naturais excepcionais, objeto de preservação permanente, submetidas à condição de inalienabilidade e indisponibilidade em seu todo. Destinam-se a fins científicos, culturais, educativos e recreativos. São criadas e administradas pelos Governo Federal, Estadual e Municipal, visando principalmente a preservação dos ecossistemas naturais englobados contra quaisquer alterações que os desvirtuem.

Parques Nacionais -
regiões estabelecidas para a proteção das belezas cênicas naturais e da flora e fauna de importância nacional, das quais o público pode aproveitar-se melhor ao serem postas sob a superintendência oficial (Union Panamericana, 1940).
Parques Nacionais, Estaduais ou Municipais - são áreas relativamente extensas, que representam um ou mais ecossistemas, pouco ou não alterados pela ocupação humana, onde as espécies animais, vegetais, os sítios geomorfológicos e os habitats ofereçam interesses especiais do ponto de vista científico, educativo, recreativo e conservacionista. São superfícies consideráveis que contém características naturais únicas ou espetaculares, de importância nacional, estadual ou municipal.

Patrimônio Ambiental - conjunto de bens naturais da humanidade.

PERÍODO DE CARÊNCIA -
Intervalo obrigatório entre duas ações, como ocorre no caso de aplicação de agrotóxicos. Neste caso, é preciso, por exemplo, respeitar um período entre a última aplicação do agrotóxico e a colheita ou comercialização do vegetal, abate ou ordenha do animal, conforme o caso, a fim de que os resíduos degradem na natureza, chegando aos limites permitidos de tolerância para consumo humano do produto. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Piracema -
movimento migratório de peixes no sentido das nascentes dos rios, com o fim de reprodução. Pescar na época da Piracema significa interromper a procriação dos peixes, o que pode comprometer a manutenção dos cardumes e mesmo acarretar no desaparecimento de algumas espécies de peixe. Ocorre em épocas das grandes chuvas, no período da desova. Normalmente o defeso ocorre de novembro a janeiro podendo variar em cada região.

Pirâmide Alimentar -
representações gráficas dos dados fornecidos pelas cadeias alimentares e que podem ser divididas em três tipos: de números, de biomassa e de energia.

Pirâmide de Biomassa -
engloba toda a biomassa de cada nível trófico. De modo geral, à medida que se sobe na pirâmide, a biomassa de cada nível diminui (quantidade de matéria orgânica), ao passo que a biomassa individual aumenta.

Pirâmide de Energia -
mostra o fluxo unidirecional de energia e explica a estrutura das pirâmides de números e de biomassa. A quantidade de energia disponível em cada nível é progressivamente menor, pois apenas uma fração da energia passa de um nível para outro.

PIRETRINA -
Tipo de inseticida botânico à base do piretro, extraído das flores do crisântemo. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

PIRETRÓIDES -
Grupo químico dos agrotóxicos que possuem estruturas semelhantes às piretrinas e propriedades físicas e químicas semelhantes. Fabricados artificialmente, seus efeitos toxicológicos sobre o homem ainda não são bem conhecidos. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

PIRÓLISE -
Decomposição química do lixo por calor, na ausência de oxigênio. Polui menos que incineração, mas nem sempre é viável economicamente. Tem subprodutos, como gás metano. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

Plano de Manejo -
plano de uso racional do meio ambiente, visando à preservação do ecossistema em associação com sua utilização para outros fins (sociais, econômicos, etc.).

PLANOS DE RECURSOS HÍDRICOS -
Pela Lei de Recursos Hídricos (Lei Federal 9433/97), são planos diretores de gerenciamento dos recursos hídricos, elaborados por bacia hidrográfica, Estado ou País. Devem conter: 1- diagnóstico da situação atual dos recursos hídricos na área abrangida; 2- análise de alternativas de crescimento demográfico, da evolução de atividades produtivas e mudanças de padrões de uso do solo; 3- balanço entre disponibilidades e demandas futuras da água, identificando conflitos potenciais; 4- metas de racionalização de uso, aumento da quantidade e melhoria da qualidade da água; 5- programas e projetos a serem implantados; 6- prioridades para outorga de direitos de uso da água; 7- diretrizes e critérios para a cobrança pelo uso da água; 8- propostas para a criação de áreas de proteção dos recursos hídricos. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

PLUVIAL -
Da chuva (ver chuva ácida)

POLÍTICA NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS -
Instituída pela Lei Federal 9433/97 baseia-se no princípio de que a água é um recurso natural limitado dotado de valor econômico; e que, em situações de escassez, o uso prioritário é para matar a sede. A bacia hidrográfica é a unidade territorial para implementação desta Política. A gestão dos recursos hídricos deve considerar o uso múltiplo das águas; devendo ser descentralizada e contar com a participação do Poder Público, dos usuários e comunidades, através de órgãos como os Comitês de Bacias Hidrográficas e as Agências de Água. A lei prevê instrumentos para a gestão, como os Planos de Recursos Hídricos, a cobrança e a outorga do direito do uso da água e o enquadramento das bacias. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

POLUENTE -
Substância ou material que causa poluição, representando um potencial ou real perigo ao ecossistema ou/e à saúde dos organismos que nele vivem. Pode ser biodegradável, que se decompõe naturalmente, ou não biodegradável, isto é, que não se decompõe. (Fonte: "Glossário Ambiental")


POLUIÇÃO -
Efeito que um agente poluidor produz em um ecossistema; introdução de um agente indesejável em um meio previamente não contaminado. Pode ser classificada em relação ao componente ambiental afetado (poluição do ar, do solo, da água), pela natureza do poluente (química, térmica, sonora, radioativa, visual), pelo tipo de atividade (industrial, agrícola, doméstica) (Fonte: "Dicionário de Ecologia") Qualquer alteração do meio ambiente prejudicial aos seres vivos, particularmente ao homem. Ocorre quando os resíduos produzidos pelos seres vivos aumentam e não podem ser reaproveitados, produzindo degradação da qualidade ambiental. Resultante de atividades que direta ou indiretamente:
a) prejudiquem a saúde, a segurança e o bem estar da população;
b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas;
c) afetem desfavoravelmente a biota;
d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; e
e) lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos.

POPULAÇÃO -
Número de organismos que vive e se reproduz numa determinada área. Crescimento zero de uma população é o ponto em que o número dos que nascem eqüivale ao dos que morrem, o que faz com que a população nem aumente, nem diminua, representando uma situação de equilíbrio populacional. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

PRAGA -
Seres vivos (animais ou plantas) que são capazes de 1- reduzir a quantidade ou a qualidade - com perdas econômicas substanciais - de alimentos, rações, forragens, fibras, flores ou madeira durante a produção, colheita, processamento, armazenagem, transporte ou uso; 2- transmitir doenças aos seres humanos, animais domésticos e plantas cultivadas; 3- perturbar o Homem ou seus animais; prejudicar o desenvolvimento de plantas ornamentais ou áreas cultivadas; ou danificar propriedades ou objetos de uso pessoal. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

PRECICLAGEM -
Atitude proposta aos cidadãos de examinar o produto antes de compra, adquirindo apenas o que é durável (não descartável), que não tenha embalagem ou só o imprescindível, que seja verdadeiramente útil. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

Predatismo -
relação ecológica que se estabelece entre uma espécie denominada predadora e outra denominada presa. Os predadores caracterizam-se pela capacidade de capturar e destruir fisicamente as presas para alimentar-se.

PRESERVAÇÃO -
Do latim pre = antes, servare = guardar. Manutenção de algo na mesma condição: um ecossistema, recursos naturais, estruturas ou situações herdadas do passado. Preservar é manter algo no mesmo estado, ou impedir de mudar, apodrecer, decair. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

Preservação Ambiental -
ações que garantem a manutenção das características próprias de um ambiente e as interações entre os seus componentes.

PRESERVAÇÃO DOS RECURSOS GENÉTICOS -
Manutenção da biodiversidade genética, por três opções: 1- no próprio habitat da espécie, onde ela vive naturalmente; 2- fora do habitat, preserva-se parte de um organismo, por exemplo, semente ou sêmen, em um banco genético, 3- fora do habitat, preserva-se o organismo como um todo, por exemplo num aquário, jardim botânico ou zoológico. (Fonte: "Dicionário de Ecologia")

PRINCÍPIO ATIVO (PA) -
Sinônimo de ingrediente ativo. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

PRODUTOS QUÍMICOS TÓXICOS -
Em 1991, já se conheciam mais de 7 milhões de produtos químicos. Diariamente surgem novos. Cerca de 80 mil estão em uso. Todos são potencialmente prejudiciais, se aplicados incorretamente. Podem prejudicar a saúde se usados por longos períodos ou ser deliberadamente tóxicos, como os agrotóxicos. Nos anos 30, consumia-se um milhão de toneladas. Em 1985, o consumo chegou a 250 milhões de toneladas. O primeiro grande acidente foi o derramamento de mercúrio na baía de Minamata, Japão, nos anos 50, envenenando peixes cuja ingestão causou centenas de mortes e o hoje conhecido Mal de Minamata, em milhares de pessoas. A exportação de produtos tóxicos é regulamentada por tratado internacional. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

PULVERIZAÇÃO -
Ato de distribuir um pó, ou líquido cujo diâmetro de suas gotas está ao redor de 200 microns. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

R

Radioatividade -
características de alguns átomos instáveis como o urânio e o césio, de se transformarem em outros elementos através da expulsão de partículas ou raio do núcleo, com liberação de energia. A radiação pode causar mutações e outros danos, como câncer e morte aos organismos que a ela ficam expostos. Entretanto, a radioatividade pode ser benéfica em algumas situações em que é controlada, como mutações para melhoramento genético de algumas plantas, na esterilização de material, na esterilização de insetos e na medicina, para eliminar algumas formas de tumores cancerígenos.

RECICLAGEM -
Processo pelo qual produtos que eram considerados lixo, ou matéria desperdiçada no sistema de produção, são transformados em novos produtos, por exemplo, papel novo feito de papel usado. Entre outros, dá para reciclar, vidros, plásticos, papéis, resíduos orgânicos residenciais e agrícolas (transformam-se em adubo), ferros velhos, óleos de despejos e metais como o chumbo, cobre e zinco. Classificada em reciclagem primária (exemplo: uso de refugos industriais, como aparas de plástico ou papel, para fabricar outros produtos); ou secundária (realizada com resíduos urbanos ou agrícolas pré consumidos, como é o caso de produtos provenientes da coleta seletiva). Ver materiais recicláveis e RRR. (Fonte: Reciclagem e Negócios, CEMPRE, "Dicionário de Ecologia", )

RECOMBINAÇÃO GENÉTICA -
Simples e rotineira mistura aleatória dos genes dos dois gametas (óvulo e espermatozóide) proporcionada pela reprodução sexuada. Contribui para a seleção natural, onde o ambiente é seu principal agente, já que proporciona um número muito maior de fenótipos do que a mutação genética. (Fonte: Instituto Ecológico Aqualung)

Recursos biológicos -
compreende recursos genéticos, organismos ou partes destes, populações, ou qualquer outro componente biótico de ecossistemas, de real ou potencial utilidade ou valor para a humanidade (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b).
Recursos genéticos - significa material genético de valor real ou potencial (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b).

RECURSOS HÍDRICOS -
Água superficial ou subterrânea disponível para uso humano. Segundo a ONU, não passa de 1 % da água total do Planeta, já que 97% encerram-se no mar e o resto está preso nos gelos polares. E mais: dos recursos hídricos disponíveis, a agricultura consome 70%, desperdiçando com a irrigação mal feita. Indústrias usam 25% água, mas poluem mais: seja por despejos de resíduos biodegradáveis ou não-degradáveis (o que inclui metais pesados, produtos tóxicos e nucleares) ou poluição térmica (devolução de água aquecida aos rios). (Fonte: Rede AIPA)

RECURSOS NATURAIS - São "insumos", ou seja, matérias-primas, fontes de energia, retirados ou disponíveis no meio ambiente para as atividades econômicas humanas. Classificados em
1- Renováveis: que podem se regenerar, se o uso for bem controlado (solo, vegetação, vida animal) ou que não implicam reposição (como energia solar, ventos) e
2- Não Renováveis: que tendem a se esgotar, pois a Natureza não tem capacidade de renovar seus estoques, como é o caso de fontes de energia tradicionais, por exemplo petróleo, gás natural, ou carvão mineral (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

REDUÇÃO DA FONTE DE GERAÇÃO DO LIXO -
Na moderna forma de entender o lixo, é a primeira medida a ser tomada para evitar a geração de resíduos: optar por matérias primas e produtos mais duráveis e gerar a economia de materiais. Ver RRR e preciclagem. (Fonte: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

REFLORESTAMENTO -
Atividade que designa o restabelecimento de uma cobertura vegetal sobre um terreno previamente desflorestado, utilizando-se espécies nativas ou exóticas, visando fins econômicos. De maneira genérica, o reflorestamento diminui os ventos, regulariza o escoamento de águas e cria um "microclima" diferente. (Fonte: "Glossário Ambiental"). Processo que consiste no replantio de árvores em áreas que anteriormente eram ocupadas por florestas.

Reserva Biológica -
unidade de conservação visando a proteção dos recursos naturais para fins científicos e educacionais. Possui ecossistemas ou espécies da flora e fauna de importância científica. Em geral não são acessíveis ao público, não possuindo normalmente belezas cênicas significativas ou valores recreativos. Seu tamanho é determinado pela área requerida para os objetivos científicos a que se propõe, garantindo sua proteção.

Reserva da Biosfera -
o programa do Homem e Biosfera, das Nações Unidas, iniciou um projeto de estabelecimento de reservas da biosfera em 1970. Estas reservas devem incluir: amostras de biomas naturais; comunidades únicas ou áreas naturais de excepcional interesse; exemplos de uso harmonioso da terra; exemplos de ecossistemas modificados ou degradados, onde seja possível uma restauração a condições mais naturais. Uma reserva da biosfera pode incluir unidades de conservação como parques nacionais ou reservas biológicas.

Reserva do Patrimônio Mundial -
a Conservação Internacional para a Proteção do Patrimônio Cultural (Unesco-1972) prevê a designação de áreas de valor universal como reserva do patrimônio mundial. Essas reservas devem preencher um ou mais dos seguintes critérios: conter exemplos significativos dos principais estágios da evolução da Terra; conter exemplos significativos de processos geológicos, evolução biológica e interação humana com o ambiente natural; conter únicos, raros ou superlativos fenômenos naturais, formações de excepcional beleza; conter habitats onde populações de espécies raras ou ameaçadas de extinção possam ainda sobreviver.

Reserva Ecológica -
unidade de conservação que tem por finalidade a preservação de ecossistemas naturais de importância fundamental para o equilíbrio ecológico.

Reserva Extrativista -
esse tipo de unidade de conservação surgiu a partir da proposta do seringalista e líder sindical Chico Mendes, assassinado em dezembro de 1989. As reservas extrativistas são espaços destinados à exploração auto-sustentável e conservação dos recursos naturais renováveis por uma população com tradição extrativista, como os seringueiros por exemplo, baseada na experiência do extrativismo do látex na região de Xapuri, Acre. O projeto de assentamento extrativista se materializa pela concessão de uso de áreas com potencial a populações que se ocupam ou venham a se ocupar do extrativismo de forma economicamente viável e ecologicamente sustentável.

Reserva Indígena -
área caracterizada por possuir sociedades indígenas. Geralmente, as reservas indígenas são isoladas e remotas e podem manter sua inacessibilidade por um longo período de tempo. Os objetivos de manejo são proporcionar o modo de vida de sociedades que vivem em harmonia e em dependência do meio ambiente, evitando um distúrbio pela moderna tecnologia e, em segundo plano, realizar pesquisas sobre a evolução do homem e sua interação com a terra.

Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) -
área de domínio privado onde, em caráter de perpetuidade, são identificadas condições naturais primitivas, semi-primitivas, recuperadas ou cujo valor justifique ações de recuperação destinadas à manutenção, parcial ou integral, da paisagem, do ciclo biológico de espécies da fauna e da flora nativas ou migratórias e dos recursos naturais físicos, devidamente registrada. Áreas consideradas de notável valor paisagístico, cênico e ecológico que merecem ser preservadas e conservadas às gerações futuras, abrigadas da ganância e da sanha predadora incontrolável dos destruidores do meio ambiente. Esta categoria de unidade de conservação foi criada pelo Decreto nº. 98.914, de 31 de janeiro de 1990. Compete, contudo, ao IBAMA, reconhecer e registrar a reserva particular do patrimônio natural, após análise do requerimento e dos documentos apresentados pelo interessado. O proprietário titular gozará de benefícios, tais como isenção do Imposto Territorial Rural sobre a área preservada, além do apoio e orientação do IBAMA e de outras entidades governamentais ou privadas para o exercício da fiscalização e monitoramento das atividades desenvolvidas na reserva.

Reservas Biológicas -
são áreas delimitadas com a finalidade de preservação e proteção integral da fauna e flora, para fins científicos e educativos, onde é proibida qualquer forma de exploração dos seus recursos naturais.

RESERVAS DA BIOSFERA -
Áreas que conservam a diversidade biológica e ensinam ao Homem a conviver em harmonia com a Natureza. São designadas a partir do programa "Homem e Biosfera" da UNESCO. Quando de importância internacional elas entram na Lista de Patrimônio Natural da Humanidade. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

Reservas Florestais -
Esta categoria de manejo é transitória. Geralmente são áreas extensas, não habitadas, de difícil acesso e ainda em estado natural. Seus recursos naturais não se encontram suficientemente identificados e avaliados a ponto de permitir que sejam manejadas. Busca-se então, através da criação das reservas, proteger seus recursos para uso futuro e impedir ou reter qualquer atividade que ameace sua integridade, até que as áreas sejam melhor conhecidas e então estabelecidos objetivos de manejo permanente como, por exemplo, transformá-las em Estação Ecológica, Parques Estaduais ou Reservas Biológicas. Enquanto isso não ocorre, as Reservas Florestais permanecem protegidas pela legislação estadual e administradas pelo Instituto Florestal.

Reservas Legais Averbadas -
O art. 16 do Código Florestal estatui que as florestas de domínio privado, não sujeitas ao regime de utilização limitada (art. 10) e ressalvadas as de preservação permanente, previstas nos art. 2º e 3º do Código, são suscetíveis de exploração, com as restrições discriminadas nas alíneas do dispositivo, permitindo-se a derrubada ou o desflorestamento, respeitado o limite mínimo de 20% ou 50%, conforme o caso, da área da propriedade com cobertura arbórea localizada, a critério da autoridade competente, ou ainda, com observância de normas técnicas de condução e manejo pelo poder público, tudo conforme a região e a natureza da formação florestal (nativas, primitivas ou regeneradas). A legislação complementar institui ainda, a obrigação da averbação em cartório às margens da matrícula, bem como a demarcação da área perimetral com picadas de 3 metros de largura e piquetes a cada 30 metros. Nos loteamentos especificamente, deverá ser agrupada.

Reservas Nacionais -
regiões estabelecidas para a conservação e utilização, sob a vigilância oficial, das riquezas naturais, nas quais se protegerá a flora e a fauna tanto quanto compatível com os fins para os quais estas reservas são criadas (Union Panamericana, 1940).

RESÍDUO DE AGROTÓXICO -
Quantidade de um agrotóxico, particularmente seu ingrediente ativo, que permanece sobre a superfície da planta, ou seu fruto. Um depósito residual dura por tempo variável, dependendo de suas características químicas e das condições ambientais, entre as quais, temperatura, umidade e luminosidade. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
Resíduos - materiais ou restos de materiais cujo proprietário ou produtor não mais considera com valor suficiente para conservá-los. Alguns tipos de resíduos são considerados altamente perigosos e requerem cuidados especiais quanto à coleta, transporte e destinação final, pois apresentam substancial periculosidade, ou potencial, à saúde humana e aos organismos vivos.

RESISTÊNCIA -
Na agricultura, usa-se o termo para definir uma habilidade em uma praga, erva ou fungo de tolerar doses de produtos tóxicos, que seriam letais para a maioria dos indivíduos da população normal da mesma espécie. Assim, os indivíduos resistentes sobrevivem à aplicação do veneno, podendo se multiplicar novamente. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")
Restinga - a vegetação de restinga é aquela que podemos encontrar ao longo das praias e das planícies costeiras. Sua fisionomia variada está diretamente relacionada ao solo arenoso onde ela se encontra. Impede que areia invada o manguezal.

REVOLUÇÃO VERDE -
Forma de exploração agrícola desenvolvida nos anos 50 que propôs a agricultura intensiva, em monoculturas, com o objetivo de salvar o mundo do flagelo da fome. Tem três bases:
1- uso de sementes produzidas industrialmente, com produtividade testada;
2- aplicação de agroquímicos - adubos químicos e agrotóxicos.
3- mecanização agrícola. Hoje criticada por ter gerado o desgaste de solos e a poluição dos cursos d'água. (Fonte: Rede AIPA de Informações Ambientais)

RIMA -
sigla do Relatório de Impacto do Meio Ambiente. É feito com base nas informações do AIA (EIA) e é obrigatório para o licenciamento de atividades modificadoras do meio ambiente, tais como construção de estradas, metrôs, ferrovias, aeroportos, portos, assentamentos urbanos, mineração, construção de usinas de geração de eletricidade e suas linhas de transmissão, aterros sanitários, complexos industriais e agrícolas, exploração econômica de madeira, etc.
Riqueza de espécies - o número de espécies em uma região também é conhecido como riqueza de espécies, i.é., embora o número de espécies no ambiente terrestre seja maior que no ambiente marinho, a diversidade em espécies é maior nos ecossistemas marinhos (Courrier, 1992).

RRR, OU REDUZIR, REUTILIZAR, RECICLAR
- É a mais moderna visão a respeito do lixo. Deve-se primeiro Reduzir a produção do lixo, através da preciclagem. Em vez de dispensar qualquer coisa, tentar reaproveitar (ex: uma embalagem torna-se caixa de costura.) A reciclagem vem como a última medida. (Fontes: "Tratamento de Lixo", Jornal Urtiga)

S
Saprófagos e Saprófitos - os organismos que se alimentam de matéria orgânica não viva são saprófagos, já os que absorvem a matéria em estado líquido, plantas, são saprófitos.

Savana -
cobrem áreas grandes na África e no Brasil, é caracterizada por terrenos com ervas altas pontilhadas por árvores isoladas

SELEÇÃO NATURAL -
processo de eliminação natural dos indivíduos menos adaptados ao ambient. "Peneira" da natureza, onde só permanecem as espécies que são mais adaptadas ao ambiente onde vivem. Neste sentido, a evolução, gerada pela mutação ou recombinação genética, sendo vantajosa para o indivíduo, terá enormes chances da ser preservada na espécie pela passagem da nova característica para as gerações futuras. Caso seja nociva, fará com que o indivíduo tenha poucas chances de sobreviver ou não permitirá que se reproduza. As variações sem importância não são afetadas pela seleção natural e passam para as gerações seguintes de forma oscilante. (Fonte: Instituto Ecológico Aqualung)

SELETIVIDADE DE UM VENENO -
A qualidade de um veneno de agir sobre pragas específicas, sem efeitos prejudiciais para os organismos não direcionados por sua aplicação (por exemplo microrganismos benéficos, a própria lavoura, inimigos naturais da praga, abelhas, outros animais e o homem). (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Seres Consumidores -
seres como os animais, que precisam do alimento armazenado nos seres produtores.

Seres Decompositores -
seres consumidores que se alimentam de detritos dos organismos mortos.

Seres Produtores -
seres que, como as plantas, possuem a capacidade de fabricar alimento usando a energia da luz solar.

Silicose -
doença pulmonar que resulta da inalação de sílica ou de silicatos existentes no ar poluído.

Simbiose -
associação interespecífica harmônica, com benefícios mútuos e interdependência metabólica.

Síndrome da China -
nome que designa um acidente nuclear imaginário, com o derretimento incontrolado de um reator atômico. Segundo a ficção, a quantidade de calor era tão grande que causaria o derretimento do solo desde os Estados Unidos até a China.

SINERGISMO -
Fenômeno através do qual uma substância potencializa a ação da outra, isto é, onde os efeitos de dois compostos são maiores de que da soma de seus efeitos quando aplicados separadamente. Portanto, quando se trata da aplicação de dois produtos tóxicos, a toxicidade resultante será maior e mais grave do que a esperada. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE RECURSOS HÍDRICOS -
Criado pela Lei das Águas (Lei Federal 9433, de 08/01/1997) como "um sistema de coleta, tratamento, armazenamento e recuperação de informações sobre recursos hídricos e fatores intervenientes em sua gestão", reunindo dados de órgãos integrantes do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos. Deve prover informações sobre a situação qualitativa e quantitativa dos recursos hídricos no Brasil e subsidiar a elaboração dos Planos de Recursos Hídricos. Pela lei, o acesso aos dados e informações garantido à toda a sociedade. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

SISTEMA NACIONAL DE GERENCIAMENTO DE RECURSOS HÍDRICOS -
Previsto na Lei das Águas (Lei Federal 9433/97), é composto pelo Conselho Nacional e os Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos; os Comitês de Bacia Hidrográfica; Agências de Água e todos órgãos públicos cujas competências se relacionem com a gestão da água. Entre os objetivos deve planejar, regular e controlar o uso, a preservação e recuperação dos recursos hídricos; arbitrar administrativamente os conflitos relacionados ao uso. (Fonte: Lei Federal 9433/97)

Sistemas Ambientais -
são constituídos por componentes físico-bióticos que interagem, permanentemente, no espaço e no tempo, através da troca de energia e matéria. Esse mecanismo define uma funcionalidade em equilíbrio dinâmico, regido pelas leis da físico-química. Tal dinâmica se revela concretamente através da ação de forças energéticas, que emanam de um lado do interior da terra e agem diretamente na litosfera, e de outro, do calor solar, que atua através da baixa atmosfera. Desse modo, os Sistemas Ambientais estão claramente delimitados verticalmente pela camada de ozônio na baixa atmosfera e pela parte superior da litosfera. No plano horizontal, os Sistemas Ambientais estão delimitados por um grande número de variáveis físico-bióticas, destacando-se as infinitas variabilidades das combinações entre relevo, solo, sub-solo, vegetação, águas, climas e animais de arranjos espaciais introduzidos pelas sociedades humanas (Brasil, 1996) V. Unidades físico-naturais.

Sobrepesca -
ocorre quando os exemplares de uma população são capturados em número maior do que o que vai nascer para ocupar o seu lugar. Ocorre também quando os estoques das principais espécies encontram-se sob exploração por um número de embarcações que ultrapassa o esforço máximo tecnicamente recomendado para uma pesca sustentável.

SOLO -
Composição de partículas minerais, matéria orgânica e organismos vivos, que levou longo tempo para atingir equilíbrio, tornando-o apto para agricultura. O mau uso - por superexploração agrícola, derrubada de matas em áreas frágeis ou técnicas antiecológicas de plantio e irrigação - acarreta rápida deterioração. Segundo a ONU, anualmente 21 milhões de hectares de solo se perdem para plantios devido à erosão e seis milhões de hectares sofrem a desertificação. O Brasil perde um bilhão de toneladas por ano de solo pela degradação. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

Sucessão Ecológica -
sequência de comunidades que se substituem, de forma gradativa, num determinado ambiente, até o surgimento de uma comunidade final, estável denominada comunidade-clímax.

SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL -
Capacidade de desenvolver atividades econômicas e ao mesmo tempo manter a vitalidade dos componentes e processos de funcionamento dos ecossistemas. Baseia-se na hipótese de que é possível calcular a "vida útil" ou durabilidade do sistema natural, medir o "déficit ecológico" provocado pelas atividades humanas e saber como evitar impactos negativos no ecossistema. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

T


TECNOLOGIAS ECOLOGICAMENTE VIÁVEIS -
Tecnologias de ponta em rápida evolução, principalmente no Primeiro Mundo (da informática à biotecnologia), ou as tradicionais, que contribuam para a redução da poluição e do consumo de recursos naturais (inclusive energia elétrica), promovam aumento da produtividade, utilização de novas matérias-primas de menor impacto ambiental. (Fonte: "Agenda Ecológica Gaia 1992")

Teratogênico -
Produto químico que, ingerido por um indivíduo do sexo feminino, pode causar deformações no filho que ele gerar. Como exemplos temos a talidomida, mercúrio, etc.

Tolerância -
capacidade de suportar variações ambientais em maior ou menor grau. Para identificar os níveis de tolerância de um organismo são utilizados os prefixos euri, que significa amplo, ou esteno, que significa limitado. Assim, um animal que suporta uma ampla variação de temperatura ambiental é denominado euritermo, enquanto um organismo que possui pequena capacidade de tolerância a este mesmo fator é chamado estenotermo.

TOLERÂNCIA A UMA SUBSTÂNCIA TÓXICA -
Quantidade máxima de uma substância tóxica que o organismo vivo suporta sem prejuízo à sua saúde ou que não cause desequilíbrio ao meio ambiente. No caso de agrotóxicos, estabelece-se legalmente quanto de resíduo de um agrotóxico pode ser tolerado no alimento, como decorrência de sua aplicação na lavoura, expressando-se o valor em partes (em peso) do agrotóxico e/ou seus derivados por um milhão (em peso) do alimento (ppm, ou mg/kg). (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

TOXICIDADE -
Indica o grau de periculosidade do produto tóxico. Ela pode ser aguda ou crônica. É avaliada por valores, mediante uma determinada via de exposição ao tóxico: oral (pela boca) ou dérmica (pela pele), etc. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

TOXICIDADE AGUDA -
Efeito tóxico que apresenta reação imediata, isto é, onde organismo mostra rapidamente os sintomas. Em geral é uma toxicidade reversível, provocada por doses únicas porém elevadas da substância tóxicas. No caso de agrotóxicos, envenenamentos agudos são mais comuns com os inseticidas fosforados e alguns clorados de toxicidade elevada. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

TOXICIDADE CRÔNICA -
Intoxicação que afeta a longo prazo o organismo vivo. Pode resultar do acúmulo progressivo de uma substância tóxica no organismo, devido à ação prolongada e freqüentemente inadvertida de doses pequenas que se acumulam sem serem eliminadas. Ou então podem ser consequência de um elemento tóxico que continua agindo permanentemente no organismo (como uma bala de chumbo não retirada). Os sintomas das intoxicações decorrentes não são característicos, o que pode levar a falsos diagnósticos. Entre os problemas de saúde gerados, estão: câncer, mutações genéticas. tumores, degeneração do sistema nervoso. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

U

Unidade físico-ambiental -
divisão da linha de costa brasileira, num total de 46 (quarenta e seis) compartimentos propostos pelas coordenações de cada um dos cinco grupos regionais, especialmente para o presente diagnóstico (Tabela I).

Unidades de Conservação -
áreas criadas com o objetivo de harmonizar, proteger recursos naturais e melhorar a qualidade de vida da população. São as porções do território nacional, incluindo as águas jurisdicionais, com características naturais de relevante valor de domínio público ou propriedade privada, legalmente instituídas pelo poder público com os objetivos e limites definidos, sob regimes especiais de administração, às quais se aplicam garantias adequadas de proteção.
Unidades físico-naturais - Sistemas Ambientais Naturais ou ainda Sistemas Ambientais Naturais Antropizados como de fato ocorre em grande parte do território ao longo da zona costeira (Brasil, 1996). V. Sistemas Ambientais.

Unidades físico-naturais da planície costeira -
constitui-se em um complexo sistema morfogenético, cujos agentes são as águas oceânicas através das diversas transgressões e regressões, correntes, correntes de deriva, ventos, águas plúvio-fluviais e lacustres. Essas unidades assumem características diversas em cada uma das áreas ao longo do litoral brasileiro onde se encontrem (Brasil, 1996)
Unidades físico-naturais das terras contíguas à linha de costa - Unidades físico-naturais relacionadas com as interações oceano-continente, constituem-se basicamente pelas formas de relevo dos tipos: planícies de mangue, terraços marinhos, cordões arenosos, e campos de dunas (Brasil, 1996).

Uso direto -
os valores de uso direto são aqueles bens ecológicos que entram diretamente na economia humana, e se referem tanto a benefícios atuais como futuros. Esses valores incluem o consumo de recursos - como caça e coleta de vários bens - e outros usos que não são de consumo, como contemplar a vida silvestre ou utilizar uma via navegável como meio de transporte (Barzettti, 1993).

Uso indireto -
o valor de uso indireto reconhece os serviços que os sistemas naturais proporcionam a sociedade. Sistemas de áreas silvestres proporcionam inúmeros serviços indiretos que são economicamente importantes. Mantém a diversidade genética, controlam as inundações, mantém a qualidade do ar e da água, suportam as cadeias alimentares e ciclos de nutrientes, melhoras e controlam o clima (Barzettti, 1993).

USOS DA ÁGUA -
São pelos menos 7 os usos da água, pelos seres humanos: 1- para consumo humano e de animais (abastecimento público), 2- lançar resíduos líquidos ou gasosos, 3- produção de energia hidrelétrica, 4- na agricultura (irrigação), 5- para indústrias (por exemplo, para resfriamento de máquinas), 6- recreação (por exemplo, piscinas), 7- segurança (combate a incêndios). A Lei das Águas (Lei Federal 9433/98) prevê que o uso da água depende da outorga de direitos, que por sua vez é condicionada às prioridades estabelecidas nos Planos de Recursos Hídricos e deve respeitar a classe do corpo de água. (Fontes: Rede AIPA, Lei Federal 9433/97)

Utilização sustentável -
significa a utilização de componentes da diversidade biológica de modo e em ritmo tais que não levem, no longo prazo, à diminuição da diversidade biológica, mantendo assim seu potencial para atender as necessidades e aspirações das gerações presentes e futuras (Convenção sobre a Diversidade Biológica - São Paulo, 1992b).

V


VETORES -
Animais (por exemplo ratos e determinados insetos) que - apesar de não contraírem determinadas doenças - veiculam-nas, contaminando outros seres vivos ao passar microorganismos através de picadas, saliva, fezes, etc. (Fonte: "Pragas e Venenos - Agrotóxicos no Brasil e no Terceiro Mundo")

Voçoroca -
último estágio da erosão. Termo regional de origem tupi-guarani, para denominar sulco grande, especialmente os de grandes dimensões e rápida evolução. Seu mecanismo é complexo e inclui normalmente a água subterrânea como agente erosivo, além da ação das águas de escoamento superficial.

Z


Zonas úmidas -
são áreas de pântanos, charco, turfa ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo áreas de água marítima com menos de seis metros de profundidade na maré baixa (art. 1o, Convenção de Ramsar, 1971 - São Paulo, 1992a).

Zoneamento Agroecológico -
é o ordenamento, sob forma de mapas, informações relativas ao tipo de vegetação, geologia, solo, clima, recursos hídricos, climáticos e áreas de preservação, de uma determinada região.

Zooplâncton
- conjunto de animais, geralmente microscópicos, que flutuam nos ecossistemas aquáticos e que, embora tenham movimentos próprios, não são capazes de vencer as correntezas.

Fonte:
Viva a Terra - www.vivaterra.org.br
Ambiente on Line - http://menbro.intermega.com.br/ambienteonline/index.html
AVALIAÇÃO E AÇÕES PRIORITÁRIAS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE DA ZONA COSTEIRA E MARINHA - GRUPO DE ECOSSISTEMAS: MANGUEZAL, MARISMA E APICUM YARA SCHAEFFER-NOVELLI São Paulo, Brasil 1999


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